A soja começa a semana num daqueles mercados em que olhar apenas a cotação não conta a história inteira.
Na manhã desta segunda-feira, o contrato novembro em Chicago oscilava na região de US$ 12,95 a US$ 13 por bushel, praticamente buscando equilíbrio depois de despencar 2,68% na sexta-feira. O pregão já trabalhou entre aproximadamente US$ 12,92 e US$ 13,05.
O peso veio do USDA. No relatório divulgado na sexta, o departamento elevou a estimativa da produção norte-americana para cerca de 4,5 bilhões de bushels, com aumento de área colhida e produtividade. Para um mercado que vinha tentando construir uma recuperação, foi informação suficiente para colocar vendedores novamente em campo.
Mas existe outro lado dessa história — e ele atende pelo nome de China. Compradores chineses adquiriram cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos na última semana, segundo a Reuters. O movimento reforça que a demanda internacional não desapareceu e pode limitar quedas mais agressivas.
Em Mato Grosso do Sul, a última referência disponível mostra Dourados a R$ 147,00 por saca e Maracaju a R$ 146,50, enquanto a média estadual ficou em R$ 144,25 na sexta-feira.
A leitura para o produtor é simples: Chicago ainda não deu sinal suficiente para comemoração, mas também não é mercado para ser analisado olhando somente a queda de sexta. A soja entra numa disputa clara entre uma oferta americana maior e uma China novamente compradora.
E quando dois gigantes puxam a corda em lados opostos, vender no susto pode ser tão perigoso quanto esperar preço sem estratégia.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso
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