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VBP de Mato Grosso do Sul mantém grãos e pecuária no topo, enquanto celulose domina a pauta externa

Com VBP estimado em R$ 76,216 bilhões em 2025, Mato Grosso do Sul reforça o peso da produção agropecuária tradicional, enquanto a celulose se consolida como líder das exportações estaduais

VBP de Mato Grosso do Sul mantém grãos e pecuária no topo, enquanto celulose domina a pauta externa
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O agronegócio de Mato Grosso do Sul fechou 2025 com um Valor Bruto da Produção Agropecuária de R$ 76,216 bilhões, de acordo com a carta de conjuntura da Semadesc, elaborada com base em dados do Ministério da Agricultura. O número confirma a força do Estado na geração de renda dentro da porteira e mantém a agropecuária sul-mato-grossense entre as mais relevantes do país.

Base da renda no campo segue concentrada em grãos e proteína animal

O retrato do VBP mostra com clareza onde está o núcleo econômico da produção agropecuária de Mato Grosso do Sul. A renda gerada dentro da propriedade rural segue ancorada, principalmente, em grãos, pecuária e energia agrícola, com destaque para soja, bovinos, milho e cana-de-açúcar.

Ranking das 5 maiores produções de MS no VBP de 2025

1º Soja
Participação no VBP estadual: 33,08%
Valor estimado: R$ 25,21 bilhões

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2º Bovinos
Participação no VBP estadual: 26,23%
Valor estimado: R$ 19,99 bilhões

3º Milho
Participação no VBP estadual: 17,12%
Valor estimado: R$ 13,05 bilhões

4º Cana-de-açúcar
Participação no VBP estadual: 11,06%
Valor estimado: R$ 8,43 bilhões

5º Frango
Participação no VBP estadual: 4,25%
Valor estimado: R$ 3,24 bilhões

Esse ranking reforça que a base econômica do agro sul-mato-grossense continua sustentada por cadeias altamente consolidadas, com forte presença de escala, produtividade e relevância comercial.

Por que a celulose não aparece no ranking do VBP

A ausência da celulose nesse ranking costuma gerar dúvida, sobretudo pelo peso que o setor ganhou em Mato Grosso do Sul nos últimos anos. A explicação, no entanto, é simples: o VBP mede o faturamento bruto gerado dentro do estabelecimento rural, ou seja, aquilo que é produzido no campo como produção agropecuária primária.

No caso da celulose, o que nasce na propriedade rural é a floresta plantada, especialmente o eucalipto. A celulose surge depois, quando essa matéria-prima deixa a fazenda e entra na indústria para ser processada e transformada.

Em outras palavras, o VBP olha para o que sai da porteira como produção primária. Já a celulose é resultado de uma etapa industrial posterior. É exatamente por isso que ela não aparece no ranking do VBP da mesma forma que soja, milho, bovinos, cana ou frango.

Campo e indústria seguem lógicas diferentes na mesma cadeia

Essa distinção ajuda a entender um ponto importante da economia sul-mato-grossense. Uma coisa é medir a geração de renda dentro da porteira. Outra é medir o peso econômico de toda a cadeia produtiva, incluindo indústria, logística e mercado externo.

No VBP, entram os produtos agropecuários primários. Na cadeia ampliada do agronegócio, entram também os segmentos que agregam valor depois da produção rural. É nesse segundo ambiente que a celulose ganha protagonismo.

Fora da porteira, celulose assume papel de liderança

Isso não reduz em nada a importância da celulose para Mato Grosso do Sul. Pelo contrário. Quando a análise sai da porteira e passa a considerar comércio exterior e atividade industrial, a cadeia florestal assume posição estratégica.

Em 2025, a celulose liderou as exportações do Estado, com 28,98% de participação, à frente da soja e da carne bovina. O dado mostra que Mato Grosso do Sul reúne hoje duas forças complementares no agro: de um lado, a produção agropecuária tradicional, que sustenta o VBP; de outro, a base florestal e a indústria de transformação, que ampliam o peso econômico do Estado no mercado internacional.

Duas lideranças que se completam

Na prática, Mato Grosso do Sul convive hoje com duas lideranças no agronegócio. A primeira está dentro da porteira, sustentada por soja, pecuária bovina, milho, cana-de-açúcar e frango. A segunda está fora da porteira, na cadeia ampliada, onde a base florestal e a indústria de celulose transformaram o Estado em referência nacional de competitividade, escala e inserção externa.

Fonte/Créditos: Redação Portal Agronosso

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