O milho começa esta segunda-feira com um fundamento que merece atenção: os Estados Unidos terão menos folga do que o mercado imaginava há poucas semanas.
O contrato dezembro em Chicago trabalhava na manhã desta segunda próximo de US$ 5,31 por bushel, em leve valorização. Na sexta-feira, o cereal havia terminado a US$ 5,3025 depois de uma sessão bastante volátil.
O USDA reduziu a produtividade norte-americana para 178,5 bushels por acre, projetando produção de aproximadamente 15,8 bilhões de bushels e estoques finais de 1,567 bilhão de bushels para 2026/27. É uma combinação que diminui a margem de conforto do balanço americano.
Isso não significa, porém, céu aberto para os preços. A Argentina entra forte na disputa internacional e pode registrar exportações recordes de 10 milhões de toneladas entre agosto e setembro, favorecida por grande safra e forte procura externa. Concorrência que o Brasil precisa acompanhar de perto.
Em Mato Grosso do Sul, a referência da sexta-feira foi de R$ 55,00 por saca em Dourados e Maracaju, R$ 54,00 em Campo Grande e média estadual de R$ 54,17.
Há ainda um ingrediente nesta manhã: o dólar abriu em alta, depois de encerrar sexta-feira a R$ 5,1252. Câmbio mais firme tende a melhorar a referência de paridade e pode dar alguma sustentação ao mercado brasileiro.
O milho, portanto, começa a semana com mais argumento fundamental do que preço efetivamente colocado no bolso do produtor.
Chicago ajuda. O câmbio pode ajudar. Mas é a disputa entre exportação, consumo interno e vendedor disposto — ou não — a entregar o cereal que vai dizer se essa reação chega à porteira.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso
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