O milho ganhou fôlego em Chicago, mas essa força ainda não chegou com a mesma intensidade ao caixa do produtor de Mato Grosso do Sul. No fechamento de segunda-feira, dezembro avançou 0,57%, para US$ 5,33 por bushel, enquanto março chegou a US$ 5,48. O petróleo acima de US$ 100 favorece a competitividade do etanol americano e ajuda a sustentar o cereal.
No Brasil, porém, o cenário continua dividido. O indicador Cepea encerrou segunda-feira em R$ 69,51 por saca, com queda de 0,37%. Em Mato Grosso do Sul, Dourados, Maracaju e Chapadão do Sul marcaram R$ 55; Campo Grande e Sidrolândia, R$ 54; e São Gabriel do Oeste, R$ 52.
A diferença mostra onde está o problema: existe valorização no mercado internacional, mas o produtor sul-mato-grossense ainda enfrenta frete, distância dos portos e compradores trabalhando de forma seletiva. As exportações brasileiras reagiram em setembro, embora o ritmo ainda esteja abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
Chicago oferece suporte, mas não resolve sozinho a conta em MS. Para quem tem estrutura de armazenagem, segurar parte da produção pode preservar oportunidades. Para quem precisa liberar caixa, a comercialização deve ser fracionada. O milho melhorou, mas ainda não deu ao produtor o sinal verde para vender sem fazer conta.
Fonte/Créditos: Redação Portal Agronosso
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