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Quarta-feira, 11 de Fevereiro 2026
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Mercado da soja no Brasil: consultor compartilha perspectivas e projeções

Expectativas positivas para o grão com a previsão de chuvas, mas baixa liquidez nos negócios

Mercado da soja no Brasil: consultor compartilha perspectivas e projeções
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Por Gabriel Almeida

A previsão de chuvas em regiões importantes para a produção de soja no Brasil gera expectativas positivas no mercado do grão, embora os negócios apresentem baixa liquidez, conforme análise divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Para entender melhor as movimentações de mercado, Carlos Cogo, consultor em agronegócios, compartilha suas perspectivas.

Cogo destaca que o primeiro levantamento da Conab para a safra 2024 prevê uma produção recorde de 166 milhões de toneladas de soja. “Esse número está alinhado com os 169 milhões do SDA e as estimativas das consultorias privadas, que variam entre 167 e 170 milhões. Nossa previsão é de 168 milhões de toneladas, com um aumento de 2,4% na área plantada, um pouco menor que nos últimos anos, mas com expectativa de melhora nas chuvas.”

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Estoques e preços

Cogo menciona a relação entre o estoque final de soja projetado para setembro de 2025 e o consumo global. Ele afirma que “essa relação chega a um nível recorde de 33,4% de estoques em relação à demanda projetada, o maior nível relativo da história. Quando os estoques estão baixos, os preços sobem; quando crescem, os preços recuam, o que indica um viés baixista para os preços da soja no longo prazo”.

Em relação aos preços, Cogo observa que todos os contratos futuros da soja operam atualmente abaixo da média histórica dos últimos 10 anos. “Os preços futuros já retornaram a patamares entre US$ 10 e US$ 10,50 por bushel, após a retirada do prêmio de risco climático que foi embutido nos contratos em setembro e início de outubro, devido ao atraso no plantio”, afirma.

Comercialização e vendas antecipadas

Recentemente, a comercialização da soja em Mato Grosso apresentou um patamar lento, o mais baixo da série histórica. Cogo acredita que esse cenário pode melhorar, mas observa que os produtores têm vendido menos antecipadamente devido aos preços baixos. “Atualmente, 22% da soja futura está negociada, o mais baixo nível dos últimos 9 anos, o que implica pressão baixista nos primeiros meses de 2025”, comenta.

Produtores

Quando questionado sobre a melhor estratégia para os produtores, Cogo aconselha: “Quem tem produto da safra 2023/2024 deve vender agora. O preço atual no mercado spot em novembro é de cerca de R$ 128 por saca, e a partir de janeiro, espera-se uma queda significativa. Portanto, é sensato não carregar esses estoques para o ano que vem.” Para aqueles que ainda não realizaram vendas antecipadas, ele recomenda fazê-lo para evitar entrar em um mercado pressionado para baixo no início do próximo ano.

 

Fonte/Créditos: Canal Rural

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