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Quinta-feira, 16 de Abril 2026
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Petróleo despenca com trégua tática de Trump e mercado recalibra risco no Oriente Médio

Declaração de Donald Trump sobre adiamento de eventual ação contra o Irã provoca correção abrupta nas cotações, após escalada que havia levado o Brent ao maior nível desde 2022

Petróleo despenca com trégua tática de Trump e mercado recalibra risco no Oriente Médio
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A perspectiva de um alívio, ainda que temporário, na crise entre Estados Unidos e Irã provocou nesta segunda-feira uma forte correção nos preços internacionais do petróleo, após semanas de escalada alimentada pelo temor de uma disrupção severa na oferta global de energia.

O Brent recuou US$ 12,25, ou 10,9%, e encerrou o pregão cotado a US$ 99,94 por barril. Nos Estados Unidos, o WTI caiu US$ 10,10, equivalente a 10,3%, para US$ 88,13. A correção ocorre depois de o presidente americano, Donald Trump, afirmar que adiaria por cinco dias uma eventual ação militar contra instalações energéticas iranianas, além de mencionar conversas que classificou como construtivas para conter a escalada no Oriente Médio.

A reação do mercado foi imediata. Depois de fechar a sexta-feira no maior patamar desde julho de 2022, o petróleo passou a devolver parte do prêmio de risco acumulado nas últimas semanas. Ainda assim, a volatilidade segue em níveis historicamente elevados. Os contratos futuros de 30 dias do Brent e do WTI atingiram o maior nível de oscilação realizada desde abril de 2022, refletindo um ambiente ainda marcado por incerteza geopolítica e forte sensibilidade a declarações oficiais.

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Os derivados também acompanharam o movimento. Os futuros da gasolina e do diesel nos Estados Unidos recuaram cerca de 10% no dia, após terem alcançado, na sexta-feira, os maiores níveis desde 2022.

Ao longo da sessão, as perdas chegaram a quase 15%, mas foram parcialmente reduzidas após o Irã informar novos ataques contra Israel e outros alvos no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que negou ter iniciado negociações com Washington. A resposta militar e a troca de declarações entre os dois países reforçaram a leitura de que, embora o mercado tenha reagido ao aceno diplomático da Casa Branca, o risco de nova escalada permanece elevado.

Os Guardas Revolucionários do Irã afirmaram que poderão atacar usinas de energia em Israel e instalações que abastecem bases americanas na região do Golfo caso os Estados Unidos avancem com a ameaça de destruir a rede energética iraniana. O conflito já causou danos relevantes à infraestrutura regional e comprometeu a navegação no Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito.

Mesmo com o bloqueio predominante da rota, dois navios-tanque com destino à Índia conseguiram atravessar o estreito nesta segunda-feira, transportando gás liquefeito de petróleo embarcado nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait. O episódio, porém, foi tratado pelo mercado mais como exceção do que como sinal de normalização.

Analistas do setor estimam que a crise possa retirar entre 7 milhões e 10 milhões de barris por dia da produção de petróleo do Oriente Médio, um choque de oferta com potencial de repercussão global. A gravidade do cenário levou Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, a afirmar que a atual crise energética na região supera, em intensidade, os dois choques do petróleo da década de 1970 somados.

A deterioração do abastecimento também já começa a produzir efeitos colaterais na política energética internacional. Diante da pressão sobre a oferta, houve suspensão temporária de sanções americanas aplicadas ao petróleo russo e iraniano que já estava em trânsito marítimo. Na Ásia, refinarias indianas avaliam retomar compras de petróleo iraniano, enquanto grupos de outros países da região também analisam a possibilidade, segundo relatos de operadores do mercado.

Nos Estados Unidos, no entanto, a sinalização do governo foi de cautela. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou à CNBC que considera altamente improvável a liberação adicional de barris da Reserva Estratégica de Petróleo para conter a instabilidade dos preços durante o conflito.

A leitura predominante entre agentes do mercado é que a forte queda desta segunda-feira não elimina o risco estrutural embutido no petróleo. Ao contrário: mostra o quanto as cotações seguem dependentes do noticiário político e militar, em um ambiente em que qualquer avanço diplomático pode derrubar preços com a mesma velocidade com que uma nova ofensiva é capaz de reacender o temor de um choque global de energia.

Fonte/Créditos: Portal Agronosso/Reuters

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