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O que a China comprou do agro do Brasil por US$ 50,8 bi.

Valor foi empregado em cinco setores de produtos do campo. Confira quais são eles

O que a China comprou do agro do Brasil por US$ 50,8 bi.
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A China importou do Brasil US$ 58,8 bilhões (R$ 306 bilhões na cotação atual) em produtos do agronegócio em 2022. O valor é 43,3% superior a 2021 e praticamente o dobro do desempenho registrado há cinco anos. No papel de maior parceiro comercial do país, o valor embarcado para China representa 31,9% do total exportado pelo agro de US$ 159 bilhões, segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).


Cinco setores do agro faturaram acima de US$ 1 bilhão em 2022. Os produtos do chamado complexo soja, carnes, produtos florestais, complexo sucroalcooleiro e fibras e produtos têxteis dominam a pauta. Foram US$ 48,915 bilhões, equivalente a 83,2% do tota embarcado.Há alguns fatores que determinam a voracidade chinesa pelo grão. Entre elas estão a demanda para movimentar a indústria de ração animal, principalmente a criação de suínos; a estratégia do país asiático em manter robustos estoques e a decisão de cultivar milho nas terras agricultáveis como primeira opção. Em 2022, as importações totais da China somaram 91,08 milhões de toneladas de soja, uma queda de 5,6% causada pelos altos preços globais da commodity.

O país asiático mudou a configuração global do mercado de alimentos nas últimas duas décadas e a estimativa é se manter nos próximos anos. Essa configuração tem como base uma população de 1,4 bilhão de habitantes e um desafio gigante de tirar da pobreza 200 milhões de pessoas. Por outro lado, a China possui uma classe média crescente e ávida por consumir alimentos mais elaborados e processados, da ordem de 300 milhões de pessoas. Embora o Banco Mundial e outras instituições apontem que a população do país tende a diminuir nos próximos anos, baixando para 1,35 bilhão até 2050, ainda assim haverá demandas diversas.

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Além dos cinco setores de destaque, o Brasil também embarca outros produtos, como cacau, café, cereais, sucos, ração animal, óleos, chá, entre outros. Desse grupo, os mais representativos embarques são de café e suco. Do grão foram US$ 86,2 milhões para 21,7 mil toneladas. Os sucos, basicamente o de laranja, renderam US$ 95,1 milhões.
Dois movimentos devem chamar a atenção em 2023, do qual o agro do Brasil deve se beneficiar. No início de janeiro, o Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento para este ano, quase encostando em um quadro de recessão, confirmado pelos ânimos dos empresários durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na semana passada, entre 16 e 20. Por outro lado, há oportunidades para países exportadores de alimentos. E meados do ano passado, a China começou a liberar a entrada de milho brasileiro, fechando dezembro com  com 1,165 milhão de toneladas  embarcadas em 2022. Pode ser mais. Vale lembrar que a China é o maior comprador mundial de milho. A estimativa é de que na safra 2022/23, os chineses comprem 18 milhões de toneladas do cereal.


Os 5 setores do agro que mais exportaram para a China
Complexo Soja
US$ 32,1 bilhões para 53,9 milhões de toneladas
O maior volume foi de soja em grãos, com 53,7 milhões de toneladas embarcadas por US$ 31,8 bilhões. De óleo, entre bruto e refinado, foram 162,7 mil toneladas por US$ 240 milhões.
Carnes
US$ 10,4 bilhões para 2,2 milhões de toneladas
A carne bovina representou a maior parcela. Foram 1,238 milhão de toneladas por US$ 7,9 bilhões. De carne de frango foram 539,6 mil toneladas por US$ 1,3 bilhão, seguida pela carne suína com 459,9 mil toneladas por US$ 1,1 bilhão. A China ainda comprou carne de ovinos, caprinos, pato, peru, equídeos, além de miúdos e preparações.
Produtos florestais
US$ 3,6 bilhões para 10,9 milhões de toneladas
A venda de celulose praticamente domina o setor. Foram 8,8 milhões de toneladas da pasta por US$ 3,3 bilhões.As demais vendas foram de madeira de floresta plantada e papel, totalizando US$ 263,9 milhões.
Complexo sucroalcooleiro
US$ 1,7 bilhão para 4,3 milhões de toneladas
Praticamente toda a venda do setor se concentra em açúcar, principalmente em bruto, que respondeu por US$ 1,690 bilhão. Os demais produtos são açúcares refinados, melaço e álcool etílico.
Fibras e produtos têxteis
US$ 1,1 bilhão 560,3 mil toneladas
Algodão e produtos têxteis de algodão, como fios, representam praticamente tudo que é embarcado para o país asíatico.
 

Quanto o agro do Brasil faturou com a China nos últimos 5 anos (dólares/para milhões de toneladas)
2018: 35,444 bilhões para 78,795 mi/ton
2019: 30,960 bilhões para 70,665 mi/ton
2020: 34,010 bilhões para 79,327 mi/ton
2021: 41,017 bilhões para 78,686 mi/ton
2022: 50,787 bilhões para 73,970 mi/ton

Fonte/Créditos: FORBES.COM.BR

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