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Terça-feira, 16 de Junho 2026
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Soja fecha em alta em Chicago, acompanhando ganhos do farelo, mas mantém atenção ao plantio do BR

SOJA FECHA EM ALTA EM CHICAGO MAS MANTÉM ATENÇÃO AO PLANTIO NO BRASIL

Soja fecha em alta em Chicago, acompanhando ganhos do farelo, mas mantém atenção ao plantio do BR
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Depois de já ter testado os dois lados da tabela, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltaram a subir, registrando ganhos de dois dígitos entre os principais contratos no início da trade desta segunda-feira (19). Assim, perto de 14h40 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 12 e 13,50 pontos, com o novembro sendo cotado a US$ 14,61 e o março, US$ 14,68 por bushel. 

O mercado busca recuperar parte das perdas da última semana, porém, ainda atentos aos fundamentos já conhecidos pelos traders. Entre eles estão a conclusão da safra dos EUA, o avanço do plantio no Brasil e o comportamento da demanda. 

De acordo com a consultoria AgRural, o plantio da safra 2022/23 do Brasil já chega 0,1% da área estimada, em linha com o registrado no mesmo período do ano passado. Quem lidera, ao mesmo por agora, os trabalhos de campo é o Paraná, onde o vazio sanitário termina primeiro. E no Mato Grosso do Sul a semeadura também já foi autorizada. 

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E nesta segunda, a informação de uma nova venda de soja dos EUA para a China de 136 mil toneladas deu suporte aos preços, apesar de toda a volatilidade que se apresenta na CBOT. 

Os futuros da oleaginosa avançam acompanhanhando ganhos de quase 2% entre as posições mais negociadas do farelo de soja, que já batia nos US$ 429,80 por tonelada curta. Como explica o time da Agrinvest Commodities, as vendas aceleradas da soja em grão na Argentina têm destinado a maior parte dos volumes para a exportação, mantendo o esmagamento no país - que é o maior exportador global de farelo e óleo - sob pressão. 

"O esmagamento no acumulado de janeiro a julho foi de 23,5 milhões de toneladas, contra 25,9 milhões no mesmo período do ano passado. E para agosto e setembro se espera continuidade da redução do processamento, tendência que se confirmaria pelas margens negativas e a criação do câmbio produtor, favorecendo a exportação da soja em detrimento do esmagamento", afirma a consultoria. 

Além dos fundamentos, o mercado da soja também segue atento ao comportamento do mercado financeiro. A semana deverá ser de volatilidade e aversão ao risco diante da espera pela nova taxa de juros norte-americana a ser reportada pelo Federal Reserve na quarta-feira (21). 

Ao lado dos juros americanos, o mercado também espera pelas mudanças nas taxas pelo Banco Central da Inglaterra e pelo Banco Central do Japão, ambas devendo também ser revisadas para cima. 

NA CHINA

Na  China, o destaque continua sendo a queda entre os estoques de farelo. As baixas se dão pela oitava semana consecutiva, segundo afirma ainda a Agrinvest, com boas vendas acontecendo, bem como frente às margens boas que se apresentam para os embarques mais curtos. 

A nação asiática ainda precisa vir a mercado para fazer algumas compras e complementar seu abastecimento para a janela de outubro a janeiro. De acordo com apuração da Agrinvest, na semana passada os chineses compraram cerca de 24 barcos de soja, sendo 20 somente da Argentina, garantindo os volumes a valores competitivos que se apresentam por lá diante do estímulo do governo às vendas da oleginosa com o chamado 'dólar soja', que permanece vigente até 30 de setembro. 

MERCADO BRASILEIRO

Para Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, a nova safra brasileira começa com boas perspectivas e não acredita que os impactos deste possível novo La Niña - que poderia vir pelo terceiro ano consecutivo - não serão tão severos como os dos últimos dois anos. 

Dessa forma, acredita que novos negócios no mercado nacional possam se mostrar, porém, ainda ocorrendo de forma pontual. No entanto, chama atenção para a movimentação do dólar, que somente nesta segunda-feira já testou forte altas e baixas, acompanhando a volatilidade e a busca por direção do financeiro. 

Ainda assim, consultor acredita que os preços da soja nos portos brasileiros possam alcançar patamares mais elevados, novamente se aproximando dos R$ 200,00 por saca. Mas, começa a semana entre R$ 191,00 e R$ 194,00 nas principais referências. 

"Os produtores já estão plantando a safra a todo vapor e, com isso, a semana deve andar com novos negócios. Muitos devem vir a mercado para vender e fazer caixa, típico da época, tendo deixado parte da soja para ser negociada no momento do plantio e do começo de
desenvolvimento das lavouras, além de aproveitar os negócios também para pagar dívidas que foram feitas em cima de insumos para pagar no começo da safra", explica Brandalizze.

Fonte/Créditos: NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

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