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Semana termina sem grandes novidades no mercado brasileiro do boi gordo

Muitas indústrias frigoríficas reduziram o ritmo de compra de animais terminados, enquanto a oferta dos lotes também segue mais restrita, informam os analistas do setor pecuário

Semana termina sem grandes novidades no mercado brasileiro do boi gordo
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A relação entre oferta e demanda de boiadas gordas parece que alcançou um aparente equilíbrio neste período final de 2022, apesar de ainda existir um forte embate entre frigoríficos e pecuaristas em algumas regiões do País, informaram nesta sexta-feira, 16 de dezembro, as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Segundo a IHS Markit, muitas indústrias frigoríficas reduziram o ritmo de compra de animais terminados, enquanto a oferta dos lotes também segue mais restrita, com cada vez menos pecuaristas atuando nas vendas.

“Em linhas gerais, grande parte das unidades de abate espalhadas pelo Brasil passaram a regular o ritmo de aquisição de boiada gorda e este ritmo deve persistir para os próximos dias de dezembro”, ressalta a IHS.

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A necessidade de novas compras de animais prontos é apenas para atender algumas pequenas lacunas nas escalas de abate, já que boa parte das plantas frigoríficas já obteve lotes suficientes para atender ao pico de consumo doméstico neste período de final de ano, marcado pelas grandes festas entre colegas de trabalho e familiares.

Pela ótica do vendedor, diz a IHS, muitos pecuaristas também já limitam as ofertas de gado; o recesso de final de ano normalmente afasta os produtores dos negócios, que preferem protelar as vendas para o próximo ano fiscal.

Pelos dados apurados nesta sexta-feira pela Scot Consultoria, os preços dos animais terminados seguiram estáveis em São Paulo.

Dessa maneira, o boi gordo paulista ainda vale R$ 282/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 262 e R$ 272/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Bovinos com destino ao mercado da China são vendidos por R$ 290/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo).

No mercado atacadista, o ritmo de procura pela carne bovina permanece ativo, com destaque aos cortes desossados, notadamente traseiro, informa a IHS.

Em relação à carne com osso e os cortes de dianteiros, os preços permanecem relativamente sustentados, apesar de registrarem volumes mais expressivos nos estoques de entrepostos, acrescenta a consultoria.

“Em linhas gerais, as vendas dos cortes bovinos devem continuar consistentes, pelo menos até a virada do ano”, apostam os analistas.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta sexta-feira, 16/12
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 269/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

Fonte/Créditos: PORTAL DBO

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