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Domingo, 14 de Junho 2026
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Notícias / Pecuária

Semana marcada pela leve recuperação nos preços do boi gordo em algumas praças brasileiras

Cotações da arroba voltaram a reagir nos últimos dias, refletindo o encurtamento nas escalas de abate, a oferta enxuta e a perspectiva de maior demanda interna pela proteína bovina

Semana marcada pela leve recuperação nos preços do boi gordo em algumas praças brasileiras
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A menor oferta de animais terminados, associada ao encurtamento nas escalas de abate em algumas unidades frigoríficas, agitaram o mercado físico ao longo desta semana, alimentando a possibilidade de recuperação mais consistente nos preços da arroba bovina, relatam os analistas da IHS Markit.

Paralelamente, a consistência no fluxo de embarque da proteína ao exterior, além da aproximação do período de maior consumo interno de cortes bovinos (no último mês do ano), trouxe muitas indústrias de volta às compras de boiadas gordas, acrescenta a consultoria.

 

Com isso, a estagnação da arroba observada nas últimas semanas deu lugar a um movimento de preços mais firmes. “Uma janela de oportunidade para novas altas parece ganhar espaço”, ressalta a IHS.

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Neste momento, a oferta de animais prontos para abater se apresenta mais enxuta em algumas importantes regiões produtoras do País. `

Ao mesmo tempo, dizem os analistas da IHS, os volumes de boiada negociada pela modalidade a termo (vendas antecipadas, por meio de parcerias em boiteis e/ou com grandes confinamentos) também se mostram mais enxutos, situação que vem resultando no encurtando das escalas de abate das indústrias frigoríficas.

Assim, com a necessidade em se originar boiada no mercado spot, as indústrias se deparam com uma baixa disponibilidade de lotes em posse dos pecuaristas, reflexo do período da entressafra (de boiada terminada a pasto, além de um menor alojamento de animais durante o segundo giro de confinamento.

Especialmente nesta sexta-feira (21/11), segundo dados da Scot Consultoria, foram observados negócios acima da referência nas praças do interior de São Paulo, mas as vendas não foram suficientes para mudar (para cima) os patamares de preços.

Porém, as cotações dos bovinos voltados para a exportação (o chamado “boi- China”, abatido mais jovem, com até 30 meses), apresentaram alta de R$ 5/@ nesta sexta-feira, no mercado paulista, ficando em R$ 285/@ (preço bruto e a prazo), informa a Scot.

Por sua vez, como mencionado acima, a referência para o boi gordo “comum” (direcionado sobretudo ao mercado interno) segue valendo R$ 275/@ em São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 260/@ e R$ 270/@ (preços brutos e prazo), acrescenta a Scot.

Entre outras grandes praças pecuárias do Brasil, a IHS Markit registrou variações positivas no Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Maranhão.

Na praça do MS, a firmeza dos preços locais do boi gordo continua ditada pela atuação de unidades de abate de pequeno e médio portes, que efetivam negócios até R$ 270/@ (valor bruto, à vista), informa a IHS.

“Exportadores do MS continuam optando por abater lotes de animais fechados a termo, e sinalizam valores em torno de R$ 265/@, no bruto, a prazo”, acrescenta.

Em Goiás, as indústrias tiveram que sinalizar altas nos preços do boi gordo para estimular novos negócios que permitissem evoluir escalas de abate.

Em MG, as escalas de abate estão muito apertadas, com menos de quatro dias, o que vem estimulando firmeza aos preços da arroba, ressalta a IHS.

No Maranhão, a procura mais ativa por animais terminados foi acompanhada de preços mais firmes, visando mercado externo.

A exceção do dia ficou para o Rio Grande do Sul, onde o tempo frio e a irregularidade das chuvas têm gerado estresse aos animais, perda de peso e feito com que alguns pecuaristas liquidem alguns lotes, observa a IHS.

Ao mesmo tempo, as indústrias locais estão mais cautelosas nas compras de animais prontos para abater, à espera de repique de vendas no atacado, acrescenta a consultoria.

Nas demais regiões pecuárias, continua a IHS, não foi possível capturar novas variações, embora o quadro ainda seja de preços sustentados.

No interior paulista, por exemplo, depois das altas dos últimos dias, muitas indústrias passaram a limitar as compras de boiada gorda e trabalhar com gado a termo.

Os poucos relatos de negócios em São Paulo envolveram lotes de novilhas pesadas (14 a 16 arrobas). Nesse caso, os pecuaristas conseguem obter preços quase que alinhados ao valor do macho, justifica a IHS.

Atacado firme – Em relação ao mercado atacadista, a baixa liquidez de momento ainda é embasada na sazonalidade do período, marcada pelo menor poder de compra da população nesta segunda metade do mês, devido ao maior distanciamento do período de pagamento dos salários, no início de cada mês.

“Porém, diferente de condições anteriores, não há registro de sobras de mercadorias, o que permite suporte aos preços da carne bovina”, observa a IHS.

Segundo a consultoria, os ajustes nos preços dos cortes bovinos são adotados de maneira pontual, visando manter um fluxo minimamente consistente do escoamento da produção.

“Desta forma, algumas concessões de preço devem ser reportadas de modo a liquidar algum volume excedente nas câmaras frigoríficas”, acrescenta a IHS.

No entanto, as expectativas se voltam para a próxima semana, marcada pela maior entrada da massa salarial, 13º salário e jogos do Brasil na Copa do Mundo – onde há festa, há churrasco com cortes bovinos, de longe a proteína preferida dos consumidores brasileiros.

Exportações seguem em ritmo bom – De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o preço médio da carne bovina in natura exportada pelo Brasil durante as três primeiras semanas de novembro ficou em US$ 5.291,7/ton.

Trata-se de um incremento de 7,3% em relação ao valor médio de novembro/2021. Porém, no comparativo mensal, o preço médio apresenta queda de 9,6% frente ao praticado em outubro/22.

“A China vem negociando contratos a preços mais baixos”, justificam os analistas da IHS.

O volume exportado alcançou 98,39 mil toneladas durante os 12 dias úteis de novembro/22. No ano passado, o mês de novembro encerrou com 81,17 mil toneladas.

É bom lembrar que, em outubro/21, o Brasil estava impedido de exportar carne bovina à China, devido ao registro de casos atípicos de “vaca louca” em MG e no MT.

A média diária embarcada ao nas três primeiras semanas de novembro ficou em 8,2 mil toneladas e, seguindo este ritmo, as exportações para o mês podem alcançar total de 172,2 mil toneladas, prevê a IHS.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta sexta-feira, 25/11
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 283/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

Fonte/Créditos: PORTAL DBO

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