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O mercado brasileiro do boi gordo passou por mais uma semana de preços firmes, relatam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário brasileiro.
“O momento atual é marcado pela oferta restrita de animais terminados que, apesar de gerar elevações dos preços da arroba em algumas praças pecuárias, não ajuda no crescimento considerável dos negócios”, relata a Agrifatto, que acompanha de perto as operações comerciais em 17 regiões brasileiras.
Nesta sexta-feira (1/12), o preço médio da arroba do boi gordo paulista ficou em R$ 242,50, segundo a Agrifatto.
Na B3, após as altas registradas em todos os futuros durante a semana, na quinta-feira (30/11), o contrato de novembro de 2023 foi liquidado por R$ 239,93/@. Já o contrato com vencimento para dezembro de 2023 ficou cotado em R$ 248,90/@.
Considerando os pagamentos de salário de novembro, décimo terceiro salário, bonificações, geração de empregos temporários e confraternizações de fim de ano, as perspectivas para dezembro são de crescimento da demanda de carne bovina e fortalecimento do mercado físico do boi gordo, acreditam os analista da Agrifatto.
Pelos dados da Scot Consultoria, a demanda pela carne bovina segue forte no mercado interno e externo. No entanto, diz a consultoria, as cotações dos animais terminados seguem andando de lado.
Segundo os números da Scot, o boi “comum” está valendo R$ 240/@ em São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 220/@ e R$ 230/@ (preços brutos e a prazo).
O “boi-China” é negociado por R$ 245/@ no mercado de São Paulo (bruto e a prazo), com ágio de R$ 5/@ sobre o macho “comum”, acrescenta a Scot.
Em todas as regiões monitoradas pela S&P Global Commodity Insights, os negócios seguem travados diante de uma grande queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos, fomentando um ambiente de lateralidade nos preços da arroba do boi gordo.
“As atuações cadenciadas na compra de bovinos por parte dos processadores têm sido a estratégia adotada para conter uma guinada mais positiva na arroba”, observa a S&P Global.
Porém, alguns pecuaristas também se ausentam do ambiente de negócios, na tentativa de forçar aumentos mais expressivos nos preços do boi gordo nesta etapa final do ano, acrescenta a consultoria.
De acordo com apuração da Agrifatto, a média nacional das escalas de abate andou de lado pela segunda semana consecutiva, fechando a sexta-feira em 8 dias úteis (veja ao final do texto as programações atuais nas principais praças do País).
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta sexta-feira, 1/12 (Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 229/@ (à vista)
vaca a R$ 209/@ (à vista)
MT-Cáceres:
boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 190/@ (à vista)
GO-Sul:
boi a R$ 231/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 231/@ (à vista)
vaca a R$ 205/@ (à vista)
Fonte/Créditos: Portal DBO

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