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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
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Preço dos animais é motivo de atenção para os pecuaristas.

Aproveitar momentos em que a venda de animais terminados permita o resultado da operação será fundamental.

Preço dos animais é motivo de atenção para os pecuaristas.
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A pressão baixista continua acometendo o mercado físico do boi gordo, porém, nesta sexta-feira (5/5), a arroba ficou estável na maioria das praças brasileiras, segundo apuração das consultorias que acompanham de perto o setor pecuário. “As ofertas de compra (de boiadas gordas) diminuíram em função dos volumes já adquiridos”, relata a Scot Consultoria.

Nas praças de São Paulo, os preços dos animais terminados finalizaram a semana estáveis. Para o boi gordo “comum” (direcionado, em grande parte, ao mercado doméstico) a referência é de R$ 262/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas por R$ 240/@ e R$ 252/@ (preços brutos e a prazo), segundo a Scot.

Para o “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade), a cotação está em R$ 270/@ em São Paulo, no prazo, valor bruto. “Em 30 dias, com exceção do Acre e do Rio Grande do Sul, com problemas que vão além da questão de mercado, todas as praças monitoradas pela Scot Consultoria registraram queda nas cotações do boi gordo”, informa o zootecnista Felipe Fabbri, analista de mercado da Scot Consultoria.

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Segundo ele, o avanço da seca sobre as regiões de pastagens do Brasil Central deve pressionar a entrega de boiadas nos próximos dias, mantendo o viés de baixa da arroba. Soma-se a esse quadro, diz Fabbri, a relutância na entrega de boiadas oriunda de capim durante o período do embargo chinês à exportação de carne bovina brasileira (encerrado em 23 de março, com duração de um mês), ocasionado pelo registro de um caso atípico de “vaca louca” no Pará.

“Tal fato levou a um represamento momentâneo de animais terminados, que, atualmente, resultou na entrega concomitante do gado”, observa Fabbri. A queda nos preços da matéria-prima (boiada gorda) refletiu no atacado de carne (com osso e sem osso) e no varejo.

No entanto, relata a Agrifatto, no atacado paulista, a chegada da primeira quinzena de maio, com o pagamento de salários e a proximidade das comemorações do Dia das Mães, trouxe expectativas positivas para as vendas dos cortes bovinos nos próximos dias. A Scot Consultoria também acredita em uma movimentação maior na demanda interna pela proteína bovina.

“As indústrias estão apostando na melhora do escoamento da carne no mercado doméstico, principalmente dos cortes para churrasco, em razão da comemoração do Dia das Mães”, afirma a analista Marina Mioto, da Scot Consultoria, que acrescenta: “No curto prazo, ajustes positivos (nos preços dos cortes bovinos) não estão descartados”.

Segundo a Agrifatto, alguns produtos com ossos já passaram por valorização nos últimos dias, como a carcaça casada do boi inteiro, que foi negociada, em média, por R$ 16/kg, alta de R$ 1/kg no comparativo semanal. Na avaliação de Felipe Fabbri, da Scot, altas do boi gordo para o segundo semestre de 2023 não estão descartadas, “mas, em um ano de avanço no abate de fêmeas e de maior oferta de gado para reposição, movimentos expressivos de alta na arroba não devem ocorrer”.

“Aproveitar momentos em que a venda (de animais terminados) permita o resultado da operação será fundamental”, diz Fabbri, que completa: “Boi bom, é o boi que dá margem”. Segundo dados apurados pela S&P Global Commodity Insights, nas indústrias frigoríficas, observa-se que as operações de abate seguem cadenciadas.

“A palavra do momento entre os compradores é cautela”, relatam os analistas da S&P Global. Atualmente, continua a consultoria, os frigoríficos estão diluindo as suas atividades diárias, alongando virtualmente as suas escalas e, com isso, reduzindo a necessidade de compra de boiada no mercado físico.

“Há indústrias que atuam com escalas entre quatro e sete dias, operando apenas com volumes da produção com vendas já contratadas, evitando acúmulos em seus estoques”, informa a S&P Global. Do lado de dentro das porteiras, muitos pecuaristas, por sua vez, permanecem sofrendo com uma oferta de boiadas gordas acima da demanda atual.

“Com o avanço do pico da safra do boi, a forte especulação baixista pressiona as vendas dos lotes em pisos inferiores”, ressaltam os analistas.

Fonte/Créditos: WWW.ACRISSUL.COM.BR

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