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Portos do Paraná registram aumento no transporte ferroviário

A participação do modal ferroviário no transporte de cargas pelos portos do Paraná subiu de 19,6%, em 2021, para 20,2% em 2022

Portos do Paraná registram aumento no transporte ferroviário
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A participação do modal ferroviário no transporte de cargas pelos portos do Paraná subiu de 19,6%, em 2021, para 20,2% em 2022, quase um ponto percentual.

Considerando os nove primeiros meses do ano, foram 9.022.935 toneladas de produtos que chegaram ou saíram em vagões.

No mesmo período do ano passado, 8.752.258 toneladas.

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“Pode até parecer um aumento pequeno, mas quando falamos em participação do modal ferroviário qualquer ponto porcentual de aumento é significativo, principalmente se considerarmos que a estrutura ferroviária é a mesma, o que vai mudar com os projetos que estamos implementando”, disse o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior.

Enquanto subiu o uso da ferrovia, o volume de carga pelo modal rodoviário registrou pequena diminuição, de 77,9% de janeiro a setembro de 2021 para 77,1% neste ano.

Foram 34.383.334 toneladas movimentadas em caminhões em 2022; no ano passado, foram 34.641.812 toneladas.

Na especificação de carga, houve crescimento no volume do granel líquido movimentado pelo Porto de Paranaguá.

Em 2021, nos nove meses, 1.091.957 toneladas (31%) chegaram por esta via.

Neste ano, 1.186.501 toneladas (33,15%).

Entre eles, apenas os derivados de petróleo também utilizam a ferrovia.

Das 3.579.189 toneladas totais movimentadas dos produtos neste ano, 420.852 toneladas (11,76%) chegaram ou saíram em vagões.

As outras 1.971.836 toneladas foram por rodovias (55,09%).

“A participação do modal ferroviário aumentou significativamente no transporte dos derivados de petróleo”, destaca Teixeira. Em 2021, apenas 7% das 3.475.986 toneladas foram movimentadas em vagões, ou seja, 231.582 toneladas. O restante, 62%, pelo modal rodoviário: 2.152.447 toneladas.

Açúcar, milho e soja

Os produtos que mais utilizam a ferrovia para chegarem ou saírem dos portos paranaenses foram açúcar (80,4% em vagões); milho (35,39%); soja (20,86%); farelo de soja (20,09%); contêineres (14,03%); e os derivados de petróleo (11,76%).

“Os números desses três primeiros trimestres do ano comprovam que têm dado resultado os nossos esforços em equalizar a participação dos modais, principalmente aumentando o uso do transporte ferroviário”, afirma o diretor de Operações.

Segundo ele, com o avanço de projetos como o do “Moegão” (Cais Leste), de descarga ferroviária centralizada, a tendência é que aumente ainda mais, com melhores resultados.

“O foco do projeto é o segmento dos granéis sólidos de exportação e a ferrovia. Porém, com o que estamos propondo, os resultados serão benéficos a todos os demais segmentos e também ao transporte rodoviário e à comunidade”, completa Teixeira, se referindo, principalmente, à redução das interferências rodo/ferroviárias.

Com capacidade para receber até 180 vagões simultaneamente, a expectativa é que o Moegão permita a descarga de mais 24 milhões de toneladas de grãos e farelos, por ano.

Fonte/Créditos: CANAL RURAL

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