Aguarde, carregando...

Terça-feira, 16 de Junho 2026
MENU
Notícias / Agricultura

Nova soja transgênica inicia fotossíntese em menos tempo que o padrão

A produtividade do cultivo da soja transgênica pode aumentar em até 33%, além de tornar mais eficiente seu processo fotossintético

Nova soja transgênica inicia fotossíntese em menos tempo que o padrão
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Modificações genéticas introduzidas na soja tornaram mais eficiente o seu processo de fotossíntese e aumentaram a produtividade do cultivo transgênico em até 33% através de experimentos realizados no campo.

De acordo com a pesquisa, os ganhos de rendimento na lavoura não alteraram suas características nutritivas. Além disso a quantidade de proteína e óleo armazenada nos grãos da soja alterada permanecem a mesma da planta comum.

“Dessa forma, toda vez que há flutuação de luz nas folhas, um evento comum no campo, há um ganho de carbono pela planta devido à maior eficiência na fotossíntese diz a botânica brasileira Amanda Pereira de Souza, da Universidade de Illinois, dos Estados Unidos, a primeira autora do trabalho.

Leia Também:

Entre 2005 e 2015, a botânica foi bolsista da FAPESP. Primeiro no mestrado, feito no Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp), e, depois, no doutorado e pós-doutorado, realizados no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).

Os resultados são reportados em artigo de capa da revista Science.

Soja transgênica: pesquisa

Os pesquisadores introduziram na soja três genes de Arabidopsis thaliana, planta da família da mostarda usada como modelo da biologia. Esses genes já existem na soja normal.

Dessa maneira, o objetivo de reforçar o genoma do cultivo agrícola com uma cópia extra é aumentar a produção das proteínas associadas a esses genes. Essas proteínas regulam um mecanismo de proteção das folhas da soja (e de muitas outras plantas) quando expostas a um excesso de luz.

Em alta luminosidade, as plantas fazem o máximo de fotossíntese. Contudo, para evitar danos, as folhas que recebem luz em demasia dissipam o excesso de energia solar absorvida em razão da ativação da extinção não fotoquímica.

Quando essas mesmas folhas entram em uma zona de sombra, devido à passagem de uma nuvem ou por terem sido encobertas por alguma parte da planta, elas não desligam imediatamente esse sistema de defesa contra o excesso de sol.

Nesse sentido, elas mantêm esse mecanismo desnecessariamente ligado por algum tempo. Com isso, demoram alguns minutos para direcionar a energia recebida para a fotossíntese, um atraso que diminui a eficiência do processo.

Em seguida, a introdução das cópias extras dos três genes faz com que as folhas iniciem a fotossíntese em menos tempo do que o padrão. Isto ocorre quando passam de um ambiente com excesso de luz para um de sombra.

“Essa modificação genética deu certo tanto no tabaco como na soja, que são culturas bem distintas”, comentou, o botânico Stephen Long, da Universidade de Illinois, chefe do grupo que realiza os estudos.

“Acreditamos que ela deve funcionar em cultivos onde os ancestrais são originários de habitats abertos, nos quais as zonas de sombras eram raras.”

A soja é a primeira cultura agrícola de larga escala em que a alteração genética teve teste pelo grupo.

Benefícios

Modelagens matemáticas indicam que a soja transgênica poderia retirar cerca de 10% a mais de carbono da atmosfera em razão da otimização da fotossíntese.

O grupo de Illinois, no entanto, ainda não realizou experimentos de campo para tentar medir se esse benefício realmente ocorre na lavoura.

“Modificações genéticas que melhorem o processo de fotossíntese podem ser úteis não só para aumentar a produtividade agrícola, mas também para estimular as plantas a retirar mais carbono da atmosfera e mitigar as mudanças climáticas”, comenta o botânico Marcos Buckeridge, do IB-USP, em cujo grupo de pesquisa De Souza desenvolveu trabalhos antes de ir para os Estados Unidos.

A introdução de cultivos transgênicos sempre requer cuidados extras e a realização de estudos sobre possíveis impactos indesejados ao meio ambiente ou à saúde. Ainda assim, o desenvolvimento de cultivos geneticamente modificados com maior produtividade é cada vez mais frequente.

Por fim, em julho, em outro estudo publicado na Science, uma equipe da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas reportou o desenvolvimento de uma variedade transgênica de arroz que atingiu um rendimento no campo até 40% maior do que sua versão convencional. Os chineses introduziram uma alteração genética diferente da do grupo de Illinois que altera a fotossíntese do cultivo. Além disso, também altera seu processo de absorção de fertilizantes (nitrogênio) do solo e sua floração.

Fonte/Créditos: CANAL RURAL

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.
Agronosso

Publicado por:

Agronosso

Portal Agronosso: Desde 2014, informando e conectando o agro de MS e MT com notícias, cotações e podcasts exclusivos. "Se está no Agronosso, você pode confiar!"

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Portal Agronosso
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR