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Milho trava nos R$ 50 em Mato Grosso do Sul, enquanto soja encontra fôlego nos portos

Diferença de até R$ 18 por saca entre Paranaguá e interior expõe desafios logísticos e margens ajustadas dos produtores

Milho trava nos R$ 50 em Mato Grosso do Sul, enquanto soja encontra fôlego nos portos
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Mercado de Soja

As cotações da soja no mercado físico de Mato Grosso do Sul encerraram o dia 29 de agosto com valores estáveis, porém abaixo da referência dos portos. Enquanto Paranaguá registrou R$ 141/saca, as principais praças do estado oscilaram entre R$ 123/saca em Sonora e R$ 128/saca em Campo Grande e Ponta Porã.

Em Sidrolândia e Dourados, regiões de forte produção, a saca foi negociada a R$ 127, praticamente em linha com Campo Grande. Já Maracaju fechou em R$ 126,50, e Chapadão do Sul em R$ 124, sinalizando resistência de compradores locais diante dos custos logísticos até os portos.

A diferença de até R$ 18 por saca em relação ao preço praticado em Santos (R$ 141,50) evidencia a pressão sobre a margem do produtor. Analistas consultados pela Granos Corretora destacam que o prêmio de exportação continua sustentando a oleaginosa no litoral, mas a liquidez no interior permanece limitada.

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Mercado de Milho

O milho, por sua vez, apresentou comportamento mais uniforme. A saca girou em torno de R$ 50 na maioria das regiões produtoras do estado, incluindo Sidrolândia, Maracaju, Campo Grande, São Gabriel do Oeste e Ponta Porã. Dourados foi exceção, alcançando R$ 52, enquanto Chapadão do Sul fechou a R$ 51.

Nos portos, os preços continuam significativamente acima da média sul-mato-grossense: R$ 66/saca em Santos e R$ 67 em Paranaguá. Já Maringá, no Paraná, reportou R$ 60, mostrando que a proximidade logística com a exportação segue como fator decisivo de valorização.


Perspectivas

A combinação de custos de frete elevados, concentração da demanda em exportações e margens ajustadas mantém os negócios travados em Mato Grosso do Sul. Produtores avaliam prazos de pagamento e condições de armazenagem antes de avançar em novas vendas.

Enquanto a soja encontra suporte na paridade de exportação, o milho segue refém do consumo interno limitado e da distância dos portos. “O mercado caminha em compasso de espera, aguardando definições cambiais e novos leilões de exportação”, resume a Granos Corretora.

Fonte/Créditos: Redação Portal Agronosso

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