Os contratos futuros do milho operam em território negativo na manhã desta quarta-feira (25) na Bolsa de Chicago, pressionados principalmente pelas condições favoráveis ao desenvolvimento da nova safra dos Estados Unidos e pela influência negativa do trigo sobre os preços. Por volta das 7h20 (horário de Brasília), os principais vencimentos apresentavam recuo entre 2 e 3 pontos, com o contrato julho negociado a US$ 10,44 e o setembro a US$ 10,27 por bushel.
A movimentação no mercado é reflexo direto da melhora das lavouras norte-americanas, impulsionadas por condições climáticas consideradas adequadas. Esse cenário reduz a percepção de risco climático e reforça a expectativa de uma oferta robusta, o que pressiona as cotações no curto prazo.
Além dos fundamentos ligados à safra, os investidores também acompanham a performance do trigo, que vem operando em baixa e influenciando negativamente os grãos de forma geral. A demanda pelo milho dos EUA também segue moderada, o que adiciona um vetor de pressão sobre os preços futuros.
No front macroeconômico, o foco permanece sobre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Embora o cenário geopolítico ainda gere atenção, os traders passam a pesar mais os fundamentos agrícolas. Ainda assim, o petróleo permanece no radar. Após perdas acumuladas de 14% em dois dias, os preços do brent e do WTI apresentam leve recuperação nesta manhã, com alta próxima de 1%, o que pode trazer certa volatilidade ao mercado de commodities em geral.
A expectativa dos agentes é de que, mantidas as atuais condições climáticas nos EUA e sem uma reversão significativa na demanda global, os preços do milho devem seguir sob pressão nos próximos dias, com os investidores atentos aos próximos relatórios de oferta e demanda.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso

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