Nesta segunda-feira (14/11), véspera de feriado nacional, o mercado físico do boi gordo praticamente não trouxe maiores novidades em relação ao volume de negócios e, consequentemente, aos preços da arroba, informa a consultoria IHS Markit.
“Boa parte das indústrias frigoríficas optou por se manter ausentes das compras de gado nesta segunda-feira, avaliando os resultados das vendas de carne bovina e os estoques”, relata a IHS.
Pelo lado de dentro das porteiras, a oferta de animais terminados também se manteve enxuta ao longo do dia, demonstrando que o mercado físico do boi gordo já opera com menor disponibilidade de lotes, acrescenta a consultoria.
Pelo levantamento da IHS, os preços do boi gordo ficaram estáveis na maioria absoluta das praças pecuárias brasileiras.
A exceção ficou para o Rio Grande do Sul, que registra uma oferta bem enxuta de animais prontos para abate, segundo apurou a IHS.
“As temperaturas mais baixas têm limitado o desenvolvimento das pastagem no Estado, prejudicando o ganho de peso dos animais no campo”, justifica a consultoria.
Dessa forma, os preços da arroba do boi gordo gaúcho reagiram em função do descompasso entre oferta e demanda.
De acordo com dados da Scot Consultoria, nas praças do interior de São Paulo, referência para as demais regiões do País, as cotações dos animais terminados seguiram estáveis nesta segunda-feira.
“Boa parte das indústrias paulistas ficaram fora das compras em função do feriado (15/11)”, observa a Scot.
Com isso, o preço do boi gordo “comum” (direcionado ao mercado interno) segue valendo R$ 275/@ em São Paulo, valor bruto, no prazo.
Por sua vez, a vaca e a novilha gordas estão cotadas, respectivamente, em R$ 260/@ e R$ 267/@ (preços brutos e a prazo), acrescenta a Scot.
Negócios envolvendo bovinos destinados ao mercado da China (abatidos mais jovem, com até 30 meses) são fechados por R$ 280/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo).
Segundo a IHS, nas demais regiões pecuárias do País, em função da ausência de fluxo significativo de negócios, o ambiente foi de estabilidade nesta segunda-feira.
“Como grande parte das unidades frigoríficas conseguiu fechar as suas programações de abate até sexta (18), muitas delas adotaram a estratégia de regular o ritmo de compras de animais terminados”, ressalta a IHS.
Na B3, os futuros do boi gordo registraram altas em suas cotações, efeito da gradual queda na oferta de animais prontos para abate e oportunidade de compra depois das baixas acumuladas.
“Paralelamente, o foco dos agentes é entender a dimensão da demanda agregada pela carne bovina brasileira nesta reta final de 2022 e o seu efeito na formação dos preços da arroba bovina”, relata a IHS.
No atacado, depois das altas nos preços dos principais cortes bovinos na virada de mês, o volume de negócios avançou de forma inconsistente nos últimos dias.
Tal condição fez com que a indústria segurasse novos movimentos de alta nos preços para não prejudicar o escoamento da produção, observa a IHS.
As cotações das carnes concorrentes (frango e suíno) também não subiram com maior força no período, o que acaba elevando a disputa entre as proteínas pelo consumo interno.
Desta forma, as unidades frigoríficas devem cadenciar a aquisição de boiada gorda, com objetivo de manter a produção equalizada ao consumo da proteína bovina.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 14/11
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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