A quarta-feira (12/7) foi marcada por ajustes negativos nos preços da arroba em algumas praças brasileiras, informa a S&P Global Commodity Insights.
“O mercado perdeu liquidez”, afirma a consultoria, que acrescenta: “As altas acumuladas nas últimas semanas permitiram avanço nas escalas de abate, diminuindo a necessidade de novas aquisições de boiadas gordas”.
Porém, mesmo as plantas frigoríficas que estão com programações de abate em torno de uma semana, também optaram por limitar as aquisições de gado terminado, temendo a formação de excedente nos estoques nas câmaras frias, acrescenta a S&P Global.
A posição de cautela entre os frigoríficos leva em conta principalmente o fraco consumo interno de carne bovina, resultado do baixo poder aquisitivo da população, sobretudo nas próximas duas últimas semanas de julho/23, quando há uma maior distanciamento das datas de pagamento dos salários aos trabalhadores, sempre no início do mês.
Nesta semana, a Secretaria de Comercio Exterior (Secex) divulgou os dados de embarque de carne bovina brasileira, que apresentaram um arrefecimento no ritmo diário na primeira semana de julho, em relação ao mês anterior e aos resultados obtidos em igual período do ano passado.
“Além do menor ritmo, outro ponto de destaque é a queda no preço médio da tonelada da carne bovina exportada, hoje em US$ 4.862,82, o que significa um recuo de 4% frente ao valor médio de junho/23 e queda de 26% sobre a cotação média de julho/22”, relata a S&P Global.
Segundo a consultoria, há alegações de que a China voltou a ajustar o ritmo de compra de carne bovina no Brasil em função de questões econômicas no País.
Os importadores chineses são os maiores compradores mundiais da carne bovina brasileira, respondendo por mais de 50% de toda a mercadoria enviada para o mercado internacional.
Pela apuração desta quarta-feira da S&P Global, o mercado abriu espaço para ajustes negativos nos preços do boi gordo em importantes praças pecuárias.
Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, cresce a sinalização de preços inferiores às máximas vigentes, embora a oferta enxuta de animais terminados limite movimentos baixistas mais consistentes.
Em Minas Gerais, continua a S&P Global, com escala acima de 9 dias, as indústrias saíram das compras e passaram a ajustar preços do boi gordo.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, as escalas de abate seguem tranquilas no mercado paulista, o que resultou em estabilidade nos preços do boi gordo nesta quarta-feira.
Porém, diz a Scot, há relatos de que os compradores estão ofertando preços abaixo da referência, porém sem negócios efetivados.
Com isso, em São Paulo, a referência de preço para o boi gordo está em R$ 250/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 212 e R$ 235/@ (valores brutos e a prazo).
A arroba do “boi-China” (abatido com até 30 meses) está apregoada em R$ 255, no prazo, valor bruto (base SP), com ágio de R$ 5/@ sobre o valor do animal “comum”, acrescenta a Scot.
Cotações máximas de machos e fêmeas na quarta-feira, 12/7
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 225/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
Fonte/Créditos: Portal DBO
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se