Com potencial bilionário, Brasil se prepara para se tornar potência em ativos ambientais; série de eventos em MS quer preparar produtores para o “novo agronegócio”
A recente sanção da Lei nº 15.042/2024, que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), marcou o início de uma nova fase para o mercado ambiental no Brasil. Com ela, o país cria as bases para um mercado regulado de crédito de carbono, e aponta para um protagonismo global na geração e comercialização de ativos ambientais. Estimativas do setor indicam que esse novo segmento pode movimentar até R$ 100 bilhões por ano — boa parte desse potencial vindo diretamente do campo.
No radar desse novo ambiente está o agronegócio, setor que já adota práticas reconhecidamente sustentáveis, como o plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e a recuperação de pastagens degradadas. Agora, essas ações, se devidamente medidas e certificadas, podem ser transformadas em créditos negociáveis no mercado — agregando valor econômico real às propriedades rurais.
Essa nova fronteira exige preparação. Ciente disso, o Portal Agronosso, em parceria com a Rede Top FM, está organizando uma série de palestras e reuniões técnicas em municípios estratégicos de Mato Grosso do Sul. A proposta é clara: informar, capacitar e gerar ambiente de negócios para que o produtor rural esteja pronto para ingressar no mercado de carbono com segurança jurídica, técnica e comercial.
O primeiro desses encontros já tem data marcada. No próximo dia 15 de maio, Campo Grande sediará um evento exclusivo sobre o tema, promovido pela Wintex Agro Brasil e pelo Agronosso News — portal que conecta o agro brasileiro ao público europeu. O evento será realizado na Fazenda Churrascada e reunirá nomes de peso do setor, como a advogada Emanuelle Caneppele, especialista em direito agrário, e o engenheiro agrônomo Fernando Bressan, referência nacional em projetos de crédito de carbono.

Com público restrito e direcionado ao alto escalão do agronegócio, o encontro contará com cobertura oficial da Rede Top FM e da Rede Agronosso, reforçando o compromisso em difundir conhecimento técnico e prático sobre esse novo ativo verde.
Para os especialistas, o momento é decisivo. “A certificação de áreas preservadas ou recuperadas pode, em alguns casos, dobrar o valor comercial de uma fazenda. Quem entender as exigências e agir rápido, sairá na frente”, avalia Bressan. Já Emanuelle destaca a importância da segurança jurídica para o produtor: “O crédito de carbono é uma oportunidade concreta, mas precisa ser bem estruturado desde a origem para evitar problemas futuros”.
Mais do que uma pauta ambiental, o mercado de carbono se desenha como uma alternativa estratégica de geração de renda no campo — e, ao mesmo tempo, um trunfo para rebater narrativas equivocadas sobre o setor agropecuário brasileiro. Em um cenário em que exigências de sustentabilidade ganham força no comércio internacional, estar pronto para oferecer produtos com rastreabilidade ambiental pode ser o diferencial competitivo que definirá os líderes do agro do futuro.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso

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