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Sexta-feira, 06 de Março 2026
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Notícias / Agricultura

Mato Grosso do Sul Reforça Defesa Cítrica com Banimento da Murta em Campo Grande

Medida municipal complementa esforço estadual no combate ao greening, praga que ameaça pomares; multa por cultivo, comércio ou transporte pode chegar a R$ 2 mil em caso de reincidência

Mato Grosso do Sul Reforça Defesa Cítrica com Banimento da Murta em Campo Grande
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Campo Grande Endossa Luta Contra Praga Cítrica com Banimento da Murta

 

Campo Grande-MS - A Câmara Municipal de Campo Grande deu um passo significativo na proteção da citricultura estadual ao aprovar o projeto de lei de autoria do vereador Veterinário Francisco, que estabelece a proibição do comércio, transporte e produção da Murraya paniculata, popularmente conhecida como murta de cheiro ou “dama da noite”. A iniciativa é vista como fundamental pelo governo estadual no esforço para blindar os pomares sul-mato-grossenses do greening, a mais devastadora doença dos cítricos.

Para Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a aprovação é um marco. “Campo Grande detém a maior concentração da murta no estado, uma planta que é a principal hospedeira do psilídeo, vetor da praga que dizima as plantações de cítricos. Ao aprovar a lei, os vereadores e a cidade demonstram engajamento no esforço iniciado pelo Governo do Estado para dar segurança aos citricultores e posicionar Mato Grosso do Sul como um potencial polo produtor de cítricos”, afirmou o secretário.

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O texto aprovado segue agora para sanção da prefeita Adriane Lopes. Uma vez em vigor, a lei prevê multa de R$ 1 mil para quem for flagrado plantando, comercializando, transportando ou produzindo mudas de murta na capital. O valor será atualizado pelo IPCA e dobrado em caso de reincidência.

 

Erradicação Programada e Aliança Setorial

 

Além da proibição, o projeto estabelece que o município deverá criar um plano de erradicação para as plantas de murta já existentes. A primeira fase abrangerá áreas públicas — como vias urbanas, calçadas, canteiros centrais e praças —, enquanto a segunda etapa focará em imóveis particulares.

A medida de Campo Grande replica iniciativas já em vigor em municípios como Três Lagoas e Dois Irmãos do Buriti, com projetos similares tramitando em outras Câmaras. O secretário Verruck sublinhou a importância da adesão municipal para a efetividade do plano estadual. Em agosto do ano passado, o governador Eduardo Riedel sancionou a Lei nº 6.293, que já proíbe o comércio, transporte e produção de murta em todo o território estadual.

A Ameaça do Greening e a Estratégia Pioneira

 

Karla Nadai, coordenadora de Citricultura da Semadesc, detalhou o perigo da murta: ela é a principal hospedeira do psilídeo da laranja, o inseto que transmite o greening. Esta doença já devastou pomares nos Estados Unidos e comprometeu cerca de 50% das lavouras de cítricos em São Paulo, o maior produtor nacional. Mesmo distante dos pomares, o psilídeo pode voar até cinco quilômetros e, com correntes de ar, atingir 20 quilômetros. “Por essa razão, a erradicação de todas as plantas de murta, mesmo dentro das cidades, é crucial”, pontuou Nadai.

Mato Grosso do Sul tem se destacado por atrair vultosos investimentos no setor citrícola, com mais de 20 mil hectares de pomares já plantados e uma projeção de 30 mil hectares até o final do ano. A estratégia do governo estadual de erradicar a murta, que também inclui a destruição de plantas cítricas infectadas, é considerada pioneira no Brasil, tornando o estado um polo atrativo para a citricultura.

Há dois anos, o Governo do Estado firmou um acordo de cooperação com o FundeCitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), mantido por citricultores e indústrias de suco. O fundo alocou um engenheiro agrônomo para atuar exclusivamente em Mato Grosso do Sul, oferecendo acompanhamento técnico aos produtores, especialmente no manejo do greening.

A murta de cheiro, originária do Mediterrâneo, era valorizada por sua folhagem perene, flores e aroma agradável, sendo amplamente usada na arborização urbana. Contudo, sua associação com a pior praga dos cítricos transformou-a em um grave problema que exige uma abordagem rigorosa e coordenada.

Fonte/Créditos: Semadesc/Portal Agronosso

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