O mercado do boi gordo começa esta segunda-feira com uma característica que muda qualquer negociação: o vendedor não parece pressionado a entregar animal.
As referências mais recentes mostram firmeza. O indicador da Scot Consultoria para Dourados encerrou sexta-feira em R$ 345,40 por arroba. Outro indicador acompanhado pelo Notícias Agrícolas apontou média de R$ 347,30/@ para Mato Grosso do Sul. As metodologias são diferentes, mas ambas deixam claro onde está o mercado: acima dos R$ 340 em importantes referências.
No levantamento do Sistema Famasul, a média estadual de sexta ficou em R$ 336,92/@ livre de Funrural, chegando a R$ 342,50 na referência com o tributo. A região Oeste marcou R$ 339,38/@ livre de Funrural.
E existe um detalhe interessante no mercado futuro. Mesmo após uma correção na sexta-feira, setembro fechou em R$ 358,75/@, outubro em R$ 377,20 e novembro em R$ 383,40. Ou seja: a curva futura continua negociando prêmio importante sobre várias referências do físico.
A Scot também encerrou a semana apontando firmeza nas cotações, com valorização das fêmeas: na comparação semanal em São Paulo, a novilha avançou 1,5% e a vaca gorda 0,9%.
Não significa que a arroba vai subir em linha reta. Mercado de boi nunca concede esse luxo. Frigorífico testa preço, pecuarista testa escala e ambos sabem fazer conta.
Mas a segunda-feira começa com uma diferença importante: há menos pressão vendedora e o mercado futuro continua enxergando uma arroba mais cara adiante.
Para o pecuarista, talvez essa seja a informação mais relevante do dia. Não é simplesmente perguntar quanto vale o boi hoje.
É perguntar quem precisa mais do negócio neste momento: quem tem o boi ou quem precisa comprá-lo?
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