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Domingo, 14 de Junho 2026
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Boi gordo: frigoríficos buscam frear avanço da arroba nas praças pecuárias brasileiras

Indústrias frigoríficas paulistas continuam efetivando novos negócios com lotes de animais oriundos de Estados vizinhos, informa a IHS Markit

Boi gordo: frigoríficos buscam frear avanço da arroba nas praças pecuárias brasileiras
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Nesta quarta-feira, 7 de dezembro, o mercado físico do boi gordo foi marcado por preços majoritariamente estabilizados, apesar dos volumes de negócios sinalizarem boa liquidez em meio a uma ativa procura por gado, informou a IHS Markit.

Segundo a consultoria, o aumento de ofertas de boiada gorda nos últimos dias, por conta da recuperação nos preços da arroba, vem permitindo avanços nas escalas de abate das indústrias.

As regiões do Norte e Nordeste concentram ainda a maior parcela do gado disponível para abate, notadamente animais provindos de terminação a pasto.

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“Indústrias dessas duas regiões do País também atuam com escalas confortáveis, o que limita a intensidade das compras de animais, indicando que os frigoríficos já possuem volumes suficientes de carne bovina para atender o consumo sazonal de final de ano ou mesmo os compromissos com relação ao mercado externo”, relata a IHS.

No Tocantins, as escalas de abate encontram-se com volumes minimamente confortáveis, atendendo entre uma semana até 15 dias, dependendo do frigorífico comprador.

Indústrias que se garantiam com oferta de animais provindos de parcerias com confinamento ou boiteis já observam estes volumes mais enxutos, exigindo um retorno mais ativo ao mercado spot, acrescenta a IHS, ainda referindo-se as regiões Norte e Nordeste.

Já nas regiões Sudeste e Centro Oeste, a disponibilidade de boiada gorda é mais regulada, segundo a consultoria.

“Indústrias paulistas continuam efetivando novos negócios com lotes de animais oriundos de Estados vizinhos”, informa a IHS.

Em Minas Gerais, os preços reagiram novamente diante da oferta enxuta, sobretudo na região do Triângulo Mineiro.

Por sua vez, em Goiás, as escalas de abate não registraram avanços, efeito da dificuldade de originação de maiores volumes de animais neste início de dezembro.

Em Mato Grosso, a IHS Markit captou que, assim como na véspera, outras praças do Estado registraram incremento na demanda por vaca nesta quarta-feira, notadamente para produção direcionada ao mercado doméstico. Este fator represou os preços do boi gordo no Estado, porém trouxe repiques de altas para as cotações da arroba da vaca.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos permaneceram estáveis nesta quarta-feira.

As expectativas continuam voltadas para este primeiro final de semana do mês. Há relatos de procura mais ativa por reposição na cadeia de distribuição, sobretudo carne desossada, notadamente cortes mais nobres, informa a IHS.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quarta-feira, 7/12
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

Fonte/Créditos: PORTAL DBO

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