Repetindo o comportamento dos outros dias desta semana, o volume de negócios no mercado físico do boi gordo não avançou nesta quinta-feira (26/1), refletindo as escalas de abate folgadas e a lentidão nas vendas de carne bovina no mercado doméstico.
Como isso, informa a S&P Global, grande parte das indústrias brasileiras seguem ausentes dos negócios, enquanto alguns frigoríficos ativos nas compras de boiadas gordas mantêm a pressão baixista sobre os preços da arroba.
Segundo apurou a Scot Consultoria, a boa oferta de bovinos, somada a um escoamento mais comedido da carne bovina, tem pressionado as cotações no mercado do boi gordo nas praças do interior de São Paulo.
No entanto, apesar dos indícios de baixa ao longo da semana, as referências para o mercado paulista ficaram estáveis nesta quinta-feira.
Dessa maneira, o boi gordo paulista segue cotado em R$ 270/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas por R$ 259 e R$ 265/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).
O “boi-China”, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está valendo R$ 275/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo).
De acordo com apuração da S&P Global, na faixa Centro-Sul do País há um movimento de estabilização nos preços da arroba, enquanto são registrados alguns ajustes negativos da arroba nas regiões Norte e Nordeste.
“A maior pressão de baixa da arroba nessas duas regiões advém da menor necessidade de compra de boiadas gordas, pois a estratégia das unidades de abate locais é ajustar a produção de carne à demanda vigente pela proteína”, justifica a S&P Global.
Com escalas de abate preenchidas, em média, para o dia 8 de fevereiro, muitos frigoríficos das regiões Norte e Nordeste não querem alongar muito mais as suas programações, preocupados com a formação de estoques de mercadoria nas câmaras frias.
Desta forma, ressalta a S&P Global, a baixa presença de compradores de gado nessas duas regiões vem impactando negativamente a formação dos preços locais da arroba bovina.
Por sua vez, nas praças do Centro-Sul do Brasil, a trajetória de queda nas cotações do boi gordo e demais animais termindos começa a dar sinais de esgotamento, relata a S&P Global.
“A liquidez diminuiu muito, agora também pelo afastamento do pecuarista dos negócios”, garante os analistas da consultoria.
A boa qualidade da pastagem, sobretudo nos Estados do MS, MT, SP, MG e GO, deve estancar um pouco a oferta e gerar suporte aos preços, acrescenta a S&P Global.
Uma notícia animadora desta quinta-feira, relata a S&P Global, é que mais uma planta frigorífica no Paraná foi habilitada para exportar carne bovina ao mercado da Indonésia. Agora, diz a consultoria, a mesma unidade busca abrir espaço também no mercado chinês.
Atacado – A dificuldade em escoar a produção de carne bovina exerceu pressão sobre os preços dos principais cortes, que acabaram cedendo nesta quinta-feira, informa a S&P Global.
Além dos baixos preços das proteínas concorrentes (frango e suíno), o período de baixo poder aquisitivo da população forçou ajuste visando desovar estoques, justificam os analistas.
Cotações máximas de machos e fêmeas na última quinta-feira, 26/1
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 251/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 238/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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