A terça-feira (22/11) foi marcada pela manutenção dos preços da arroba do boi gordo na maior parte das praças brasileiras, com exceção de alguns movimentos isolados de ajustes negativos nas cotações das vacas gordas, informa a IHS Markit.
“Entre algumas praças pecuárias, houve relatos de preços acima dos patamares vigentes, porém ainda sem força para consolidação desses novos patamares”, observa a IHS.
Segundo a consultoria, a procura por boiada gorda vem se apresentando aparentemente firme, efeito de um certo descompasso entre oferta e demanda em algumas regiões pecuárias.
“O esgotamento de lotes provindos de negociações envolvendo contratos a termo (vendas fechadas antecipadamente) favorece a volta gradual dos compradores de gado gordo”, justifica a IHS.
Além disso, a disponibilidade de animais em poder dos pecuaristas também se mostra mais enxuta. “Os produtores aproveitam o momento para barganhar melhores condições de negócios”, acrescentam os analistas.
Os dados apurados pela IHS Markit mostram que que as escalas de abate das indústrias brasileiras já registram encurtamento em muitas unidades frigoríficas.
Nas praças de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, os volumes de animais para operação de abate cobrem até 5 dias, informa a IHS.
“Em regiões onde as escalas estão mais alongadas, as operações cobrem até uma semana”, acrescenta a consultoria.
Porém, ainda que a procura por boiada gorda apresente sinais de reação, os preços não tomam uma vertente ascendente mais consistente, ressaltam os analistas.
“As indústrias continuam regulando o ritmo de aquisições, ao mesmo tempo que evitam elevar suas precificações de olho no fluxo de escoamento da produção de carne (no mercado interno e externo)”, relata a IHS.
Diante da queda de braço entre indústrias e pecuaristas, o cenário que se desdobra é de grande lateralidade nas cotações da arroba, movimento que deve perdurar ao longo desta semana, prevê a IHS.
De acordo com dados levantados pela Scot Consultoria, nesta terça-feira, as negociações seguiram firmes nas praças paulistas, e as indústrias frigoríficas, em sua maioria, estão com escalas de abate por volta de 7 dias.
Assim, as cotações do boi gordo seguem estáveis na comparação feita dia a dia, valendo R$ 275/@ (animal “comum”, direcionado ao mercado doméstico) em São Paulo (valor bruto, no prazo), segundo a Scot.
Por sua vez, ainda nas praças paulistas, a vaca e a novilha gordas são negociadas, respectivamente, por R$ 260/@ e R$ 270/@ (preços brutos e prazo).
O “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses) está cotado em R$ 280/@ no mercado de São Paulo (preço bruto e a prazo), acrescenta a Scot.
Segundo a IHS Markit, a demanda por fêmeas, sobretudo vacas, se apresentou mais fraca nesta terça-feira em algumas regiões.
“Alguns unidades de abate deram preferência pela compra de machos, enquanto a oferta de vacas cresceu”, observa a consultoria
Além da menor demanda, o descarte de fêmeas depois da estação de monta também contribuiu para o avanço da oferta desta categoria.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta terça-feira, 22/11
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 244/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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