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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
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Boi gordo: escalas de abate alongadas mantêm o fraco apetite comprador dos frigoríficos

O preço do boi gordo “comum” (destinado ao mercado doméstico) segue valendo R$ 282/@ no mercado paulista; vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 265/@ e R$ 275/@

Boi gordo: escalas de abate alongadas mantêm o fraco apetite comprador dos frigoríficos
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Diante de baixa liquidez ocasionada pela fraca atuação compradora das indústrias frigoríficas, os preços da arroba do boi gordo no mercado físico brasileiro não registraram maiores variações nesta quarta-feira, 19 de outubro, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

De toda forma, diz a IHS Markit, ainda se nota a pressão baixista em grande parte das praças pecuárias do País, estimulada sobretudo pelas escalas de abate formadas com volumes que atendem minimamente os compromissos de curtíssimo prazo.

Em média, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros variam entre 7 e 10 dias, calcula a IHS.

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Segundo a consultoria, o pouco volume de boiada gorda que surge no mercado spot acaba atendendo a demanda atual, o que significa dizer que a pressão de baixa na arroba deve continuar ao longo deste mês de outubro.

Segundo apurou a Scot Consultoria, com escalas de abate confortáveis nas praças paulistas, as cotações dos animais terminados se mantiveram estáveis nesta quarta-feira.

O preço do boi gordo “comum” (destinado ao mercado doméstico) segue valendo R$ 282/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas em São Paulo por R$ 265/@ e R$ 275/@, respectivamente (valores brutos e a prazo), de acordo com a Scot.

O “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses) está sendo negociado por R$ 285/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo), acrescenta a Scot.

De acordo com a IHS Markit, muitos frigoríficos seguem operando com lotes oriundos de parcerias (com grandes confinadores) envolvendo os boiteis e também com boiadas próprias.

Por sua vez, muitos pecuaristas que possuem animais terminados no cocho continuam ofertando os seus lotes devido ao excesso de umidade em algumas regiões – tal estratégia, diz a IHS, visa minimizar prejuízos.

Na avaliação da IHS, devido à típica lentidão das vendas de carne nesta segunda quinzena de outubro (período marcado pelo menor poder aquisitivo da população devido ao maior distanciamento do pagamento dos salários), os frigoríficos devem permanecer atuando de forma cadenciada nas compras de animais gordos, limitando os volumes adquiridos, com foco em manter equalizada a produção e evitar formação de estoques nas câmaras frias.

Por outro lado, observa a IHS, o mercado segue atento ao desempenho das exportações brasileiras de carne bovina. “Apesar dos recordes nos embarques brasileiros registrados nos últimos meses, o que se observa neste momento é uma maior pressão chinesa para reduzir os preços internacionais da proteína”, relata a IHS.

“A escala do dólar no cenário global contribuiu significativamente para remover boa parte do poder de compra dos chineses, haja visto que o dólar DXY (dólar frente as principais moedas) avança 17% em 2022”, afirma a IHS.

Contratos de exportação de carne bovina brasileira começam a registrar recuos nos preços em dólares por toneladas e, as indústrias seguem em queda de braço com os importadores do país asiático, acrescenta a IHS.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos seguem estáveis, não apresentando variações nesta quarta-feira.

A segunda quinzena do mês, caracterizada pelo menor consumo doméstico de carne bovina, segue registrando retração da demanda.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quarta-feira, 19/10
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 268/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 268/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

Fonte/Créditos: PORTALDBO

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