Nesta quarta-feira (16/11), pós-feriado nacional, parte dos frigoríficos brasileiros permaneceu fora das compras de boiadas gordas, ainda decidindo a estratégia de preços a serem exercidos no restante desta semana, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
Nas praças do interior de São Paulo, a arroba do boi e vaca gordos ficaram estáveis, em R$ 275/@ e R$ 260/@, respectivamente (valor bruto e a prazo) informa a Scot Consultoria.
Por sua vez, a cotação da novilha gorda registrou alta diária de R$ 3/@ no mercado paulista, chegando a R$ 270/@ (valor bruto e a prazo).
Bovinos destinados à China (abatidos mais jovens, com até 30 meses) estão cotados em R$ 280/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), acrescenta a Scot.
Pela apuração da IHS Markit, nesta quarta-feira de retorno de feriado prolongado no Brasil, o mercado físico do boi gordo não trouxe novidades com relação ao volume de negócios, efeito da fraca atuação de ambas as pontas (frigoríficos e pecuaristas).
Na avaliação da IHS Markit, a conjuntura atual sinaliza que os preços da arroba bovina podem ter atingido um piso de estabilidade e sustentação para o curtíssimo prazo.
Nesta quarta, a IHS captou que as escalas de abate entre as indústrias vêm registrando leve recuo com acomodação nos volumes de animais, que atendem algo em torno de cinco dias corridos.
“Apesar do encurtamento das programações de abate e sinais de redução na oferta de lotes oriundos de negócios a termo (venda antecipada do boi gordo), a cautela das indústrias frigorificas tem neutralizado um movimento mais consistentes de alta nos preços da arroba”, observa a IHS.
A oferta de animais terminados está mais enxuta, continua a consultoria, mas ainda são suficientes para atender às necessidades mais urgentes das unidades de abate brasileiras.
Neste contexto, ressalta a IHS, os preços do boi gordo não registraram variações significativas nesta quarta-feira, apontando que o mercado pode ter encontrado um suporte nos patamares atuais, trazendo estabilidade após semanas de grande pressão de baixa da arroba.
De acordo com a IHS, a reação dos preços da carne bovina no mercado atacadista de São Paulo indica que a demanda interna, sobretudo na cadeia de distribuição, trouxe perspectivas positivas em relação à retomada da procura pela proteína por parte dos consumidores finais.
O período de maior demanda neste ano pode ser adiantado, devido à realização da Copa do Mundo que se inicia no próximo domingo, que deve impulsionar a busca de carne bovina para churrasco, entre outras receitas culinárias, já que a proteína é, disparada, a preferida do brasileiro.
Porém, pondera a IHS, apesar da recuperação nos preços da carne bovina, este efeito ainda não foi acompanhado nas cotações da arroba no mercado físico do boi gordo.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 16/11
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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