Nesta terça-feira, 11 de outubro, o mercado físico do boi gordo registrou uma fraca procura por animais terminados, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
“Grande parte das unidades de abate esteve ausente dos negócios no dia”, afirma a IHS Markit.
Segundo a consultoria, a semana, encurtada pelo feriado nacional, possibilitou a realocação das escalas de abate entre alguns frigoríficos brasileiros.
“Porém, a menor demanda por boiada gorda ainda é pautada pela boa cobertura de lotes de boi a termo fechados com algumas indústrias, sobretudo exportadoras”, relata a IHS.
Paralelamente, a entrada de boiada do segundo giro de confinamento, associada às dificuldades de manejo no cocho com o excesso de umidade, criou um descompasso entre oferta e demanda de animais terminados, acrescenta a consultoria.
Nesse contexto, a morosidade de negócios abriu espaço para ajustes negativos nos preços da arroba em algumas praças pecuárias.
No interior paulista, informa a IHS, depois de efetivações até R$ 300/@ no boi-China, compradores passam a sinalizar até R$ 290/@ para novos negócios.
Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, o preço do boi “comum”, direcionado ao mercado interno, ficou estável no interior de São Paulo, cotado em R$ em R$ 285/@, valor bruto e a prazo. “No entanto, ofertas abaixo da referência já são observadas, sem efetivação de negócios”, informa a Scot.
As cotações da vaca e novilha gordas também registraram estabilidade no mercado paulista, nesta terça-feira, valendo R$ 267/@ e R$ 277/@, respectivamente, preços brutos e a prazo, de acordo com os dados da Scot.
No mercado do Mato Grosso do Sul, informa a IHS, algumas unidades de abate entram de férias coletiva, paralisando temporariamente as compras de gado.
“Com um menor número de unidades operando, houve impactos negativos nos preços locais”, relata a IHS.
Nas praças de Minas Gerais, os frigoríficos locais relataram que estão com maior facilidade em originar animais devido ao excesso de chuva registrado nas áreas de confinamentos.
Em outras regiões do País, relata a IHS, as indústrias se retiram das compras de gado, sinalizando valores mais baixos para arroba.
Desta forma, mesmo com uma resposta mais consistente no consumo doméstico de carne bovina e ritmo acelerado das exportações, a atual oferta de animais parece atender sem grandes dificuldades a necessidade das indústrias, contribuindo para a estabilidade da arroba em grande parte do País.
No mercado atacadista, o ritmo das vendas de carne bovina avançou dentro das expectativas do setor.
“O volume de negócios foi suficiente para manutenção dos preços dos principais cortes bovinos, já que não há relatos de sobras de mercadoria nos entrepostos”, observa a IHS, que acrescenta: “a dinâmica da produção tem sido auxiliada pela firme ritmo das exportações”.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta terça-feira, 11/10
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 294/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 268/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 253/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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