Como explicou a sócia da consultoria paraguaia DASAGRO, Esther Storch, este expressivo incremento do volume se deu por uma combinação de fatores, principalmente diante do farmer selling mais lento no Brasil, que encurtou a oferta de grão comercializável no país.
"Há momentos em que o produtor brasileiro segurou suas vendas por ver possibilidade de melhora no preço vs paridade exportação. E isso sempre é um marcador para negociações de soja no Paraguai, principalmente para as indústrias brasileiras próximas à nossa fronteira", afirma Esther.
Além disso, a oferta paraguaia se destacou ainda mais já que a Argentina também não contava com grandes volumes para comercializar e também buscou garantir que a oleaginosa paraguaia fosse empregada em suas indústrias processadoras.
"As indústrias que processam soja na Argentina também estão no Paraguai, e isso acabou controlando um pouco o fluxo de compra/embarque da soja do paraguaia, alinhando com a necessidade/capacidade de recepção da indústria e a entrada da colheita de soja argentina", complementou a consultora. Esther explica também que, em determinados momentos, outras origens se mostravam mais baratas do que o Paraguai, inclusive para demandas específicas, com as cotações no mercado internacional em queda há algumas semanas.
LOGÍSTICA COMPROMETIDA NA AMÉRICA DO SUL
Não só no Paraguai, mas na América do Sul como um todo a logística vem preocupando por conta dos baixos níveis dos rios. E em países como o Paraguai e a Argentina, as hidrovias são fundamentais para o escoamento dos grãos e, neste momento, a preocupação se dá com os baixíssimos níveis dos rios, obrigando as embarcações a seguirem seus trajetos com menos volume de produto. Alguns rios registram seus níveis mais baixos em décadas.
Fonte/Créditos: Notícias Agrícolas

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