A soja encerrou a sexta-feira (29) em ritmo moderado na Bolsa de Chicago, mantendo a tendência de lateralização que vem marcando as últimas sessões. Às 13h50 (horário de Brasília), os contratos futuros registravam variação entre 0,50 e 1,25 ponto. O vencimento de novembro fechou a US$ 10,49 por bushel e o de março a US$ 10,82.
O mercado segue sem gatilhos relevantes no curto prazo. A demanda chinesa pela oleaginosa norte-americana continua fraca, enquanto a safra dos Estados Unidos avança de forma regular, sem sinais de quebra significativa. O óleo de soja recuou 0,9%, contribuindo para a pressão, enquanto o farelo subiu 0,2%, cotado a US$ 287,70 por tonelada.
Apesar do quadro internacional morno, o ambiente doméstico preserva sustentação. O dólar avançou cerca de 0,4%, cotado a R$ 5,43, favorecendo a competitividade da soja brasileira. Além disso, os prêmios permanecem firmes, garantindo remuneração interessante ao produtor. Nos portos, a saca disponível segue acima de R$ 140, o que reforça a atratividade das vendas spot.
Para a safra 2025/26, contudo, a comercialização avança em ritmo mais lento. A estratégia dos produtores tem sido cautelosa, diante da volatilidade cambial e da incerteza sobre a evolução da demanda global. Ainda assim, analistas destacam que o Brasil mantém posição sólida no mercado internacional, sustentado por câmbio, prêmios e pelo peso estrutural de sua produção.
Fonte/Créditos: Redação do Portal Agronosso

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