O mercado da soja registrou uma alta nesta terça-feira (22) na Bolsa de Chicago, impulsionado pelos ganhos nos contratos mais curtos e pela valorização do farelo. O contrato de maio subiu 6,50 pontos, fechando a US$ 10,36 por bushel, enquanto o agosto avançou 2,75 pontos, para US$ 10,40 por bushel. A força do farelo de soja, que continuou sua trajetória de valorização, contribuiu para sustentar a soja em grão na CBOT.
Contudo, o ritmo de alta do farelo diminuiu, o que também afetou as valorizações da soja. De acordo com os analistas da Agrinvest Commodities, produtores americanos estão segurando a safra velha, o que tem fortalecido os basis internos, mas ao mesmo tempo, a oferta da Argentina e as dúvidas sobre a redução da oferta de lysina no mercado americano começam a pesar no desempenho da oleaginosa.
Cenário do Óleo de Soja: Limitação aos Ganhos
Enquanto o farelo se valorizava, o óleo de soja inverteu o sinal e fechou no vermelho, com perdas de pouco mais de 0,5% nos principais contratos da CBOT. A queda no óleo, que é um dos principais derivados da soja, limitou os ganhos mais expressivos para a oleaginosa. A dinâmica do óleo e as ofertas de farelo mais limitadas geram um cenário de maiores restrições para a soja no curto prazo.
Expectativas de Oferta Menor nos EUA e Progresso no Plantio
No entanto, o mercado ainda encontra sustentação na expectativa de uma área de plantio menor nos Estados Unidos para a safra 2025/26. De acordo com dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até este domingo (20), o plantio da soja estava concluído em 8% da área prevista, superando as expectativas de mercado que eram de 7%, e bem acima da média histórica de 5% para o período.
A velocidade do plantio nos Estados Unidos está sendo monitorada de perto pelos traders, já que a safra americana é uma das principais influenciadoras no mercado global de soja. Os números recentes mostraram um avanço significativo, o que pode gerar reflexos no desempenho da soja nas semanas seguintes. A Agrinvest aponta que, apesar do progresso do plantio, o mercado continua atento à redução da oferta nos EUA, fator que pode sustentar o preço da soja no curto e médio prazo.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso

Comentários: