Neste dia 1º de setembro, os bovinos destinados ao mercado chinês – abatidos mais jovens, com até 30 meses de idade – tiveram queda de R$ 5/@ no mercado de São Paulo, na comparação com os preços verificados em 31 de agosto, destaca o boletim diário da Scot Consultoria.
Dessa maneira, o valor do chamado boi-China caiu para R$ 300/@, preço bruto, no prazo.
No fechamento do dia anterior, a cotação do boi gordo “comum”, sem prêmio-exportação e direcionado ao mercado interno, havia recuado os mesmos R$ 5/@, chegando a R$ 288/@ (valor bruto e prazo), conforme os dados da Scot.
Nesta quinta-feira, tanto o valor do animal macho “comum”, como as cotações da vaca e da novilha gordas ficaram estáveis, considerando a variação diária, negociados a R$ R$ 288/@, R$ 270/@ e R$ 282/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).
Na avaliação da IHS Markit, durante os últimos dias, o mercado brasileiro do boi gordo operou com baixa liquidez, refletindo um panorama de forte queda de braço entre compradores e vendedores de gado gordo, com indústrias frigoríficas atuando de forma cadenciada e os pecuaristas resistindo em fixar novos acordos a valores abaixo das máximas vigentes.
“Tal conjuntura deve se perpetuar durante os primeiros dias de setembro, já que as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros ainda se encontram minimamente confortáveis”, prevê a IHS Markit.
Muitos frigoríficos optaram pela redução nas operações diárias de abate, focados em manter a produção de carne bovina regulada ao comportamento atual da demanda agregada, observa a IHS.
“Há relatos de unidades que seguem operando somente com os volumes adquiridos a partir de contratos de boi a termo e parcerias com grandes confinamentos e/ou lotes oriundos de boiteis próprios”, informa a IHS, que acrescenta: “A estratégia da indústria é diminuir a necessidade de operar no mercado spot”.
Nesse contexto, as expectativas dos agentes se voltam para a segunda metade de setembro, quando os volumes de animais provindos de parceria/contratos a termo tendem a perder participação nas composições das escalas de abate, observa IHS.
Caso essa expectativa se confirme, continua a consultoria, as indústrias devem redirecionar as suas atenções ao mercado comprador de boiadas gordas, condicionando algum suporte aos preços da arroba.
No entanto, pondera a IHS, o esperado movimento de alta nas cotações do boi gordo pode ser limitado, já que, a partir da próxima virada de mês (setembro/outubro), começa a chegar ao mercado uma maior quantidade de lotes de animais terminados durante segundo giro de confinamento.
O problema maior para os pecuaristas, observa a IHS, é que a oferta ao mercado de novos lotes de animais terminados no cocho poderá ocorrer justamente num período de escalas ainda minimamente confortáveis para os frigoríficos, fator que pode ocasionar uma nova pressão de baixa nos preços da arroba – repetindo um movimento parecido ao observado em agosto/22.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quinta-feira, 1/9
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 275/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 275/@ (prazo)
vaca a R$ 255/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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