Nesta sexta-feira pós-feriado (13/10), o mercado do boi gordo não mudou, informa a Scot Consultoria, de Bebedouro, SP.
“Com o incremento nas cotações do boi comum e da novilha gorda durante a semana, hoje as cotações ficaram estáveis”, relata a consultoria.
Com isso, no mercado paulista, a arroba do boi destinado ao mercado interno está sendo negociada em R$ 235, enquanto a vaca e a novilha gorda valem R$ 210 e R$ 225, respectivamente (preços brutos e a prazo).
O “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está cotado em R$ 240/@, no prazo (valor bruto), portanto, com ágio de R$ 5/@sobre o animal “comum”, acrescenta a Scot.
Segundo o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, a oferta brasileira de boiadas segue compassada e a demanda firme, sustentando os preços vigentes.
Em São Paulo, o valor do boi “comum” registrou alta de 2,2% na última semana, enquanto o “boi-China” teve aumento de 4,3% em sete dias.
No mercado de reposição, com os preços do boi gordo firmes, as cotações dos animais jovens também melhoraram nos últimos meses, em relação aos patamares registrados no primeiro trimestre do ano, e agora seguem lateralizados.
“Os incrementos que vêm ocorrendo no mercado do boi gordo têm estimulado a ponta vendedora a reter oferta e pedir mais pelos bovinos de reposição”, afirma Nicole Santos, também analista da Scot.
No entanto, continua ela, as negociações envolvendo lotes de animais jovens estão ruins, uma vez que a demanda segue não acompanhando a oferta.
“Além disso, os volumes de chuvas esparsos que têm caído no Centro Norte do País e no Estado de São Paulo ainda não foram suficientes para melhorar a condição das pastagens”, observa Nicole.
No mercado de carne bovina, com a menor oferta de boiadas e boa expectativa para a demanda com o feriado nacional, os preços dos cortes subiram, informa Felipe Fabbri.
Em relação ao mercado de exportação, ao longo de outubro/23, até a primeira semana do mês, registrou desempenho (7,6 mil toneladas/dia) abaixo do visto em setembro/23 (9,7 mil toneladas/dia).
“O volume embarcado também é menor na comparação anual”, acrescenta Fabbri. No entanto, diz o analista, mesmo com um menor volume, o dólar acima de R$ 5 traz alento à indústria exportadora.
Cotações máximas de machos e fêmeas na última quarta-feira, 11/10
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 231/@ (à vista)
vaca a R$ 215/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 233/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 204/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 202/@ (à vista)
vaca a R$ 182/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 200/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca R$ 187/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 227/@ (prazo)
vaca a R$ 212/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 212/@ (à vista)
BA-F. Santana:
boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 197/@ (à vista)
TO-Araguaína:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
Fonte/Créditos: Portal DBO
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