O mercado físico do boi gordo abriu a semana ainda em ritmo de queda em algumas praças pecuárias, um reflexo do menor apetite comprador dos frigoríficos brasileiros, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor.
“Grande parte das indústrias frigoríficas optaram por se manter ausentes das negociações nesta segunda-feira (23/1), com o objetivo de avaliar melhor os resultados das vendas de carne no último fim de semana”, relata a S&P Global.
Segundo a consultoria, as escalas de abate das unidades frigoríficos continuam confortáveis, o que contribui para a morosidade dos negócios.
Do lado de dentro das porteiras, continua a S&P Global, os pecuaristas tentam resistir à forte pressão baixista, se afastando dos negócios e de olho nas perspectivas em relação ao mercado externo.
“A reabertura de plantas frigoríficas à China e novas habilitações à Indonésia geram otimismo, embora o mercado doméstico ainda seja a grande incógnita para o setor”, observam os analistas.
Neste contexto, ressalta a consultoria, embora poucas unidades de abate tenham lançado ordens de compras de boiadas gordas, a especulação de baixa ainda assombra o mercado físico.
Segundo a S&P Global, muitas indústrias relataram terem conseguido êxito na fixação de novos negócios a preços mais baixos, preenchendo as suas escalas de abate para além da primeira semana de fevereiro.
Tal condição explica a disparidade nos preços observada no mercado físico em relação ao mercado futuro, compara a S&P Global.
Na contramão do mercado físico, os futuros do boi gordo acumularam altas expressivas, fundamentadas nas expectativas em relação às exportações brasileiras de carne bovina.
“Em algum momento esse descompasso entre oferta e demanda de animais terminados deve estancar, podendo haver uma reviravolta nos preços da arroba bovina”, acreditam os analistas.
Segundo dados apurados nesta segunda-feira pela Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, o escoamento de carne comedido, somado ao aumento gradual da oferta de bovinos, segue pressionando as cotações no mercado do boi gordo.
Porém, diz a Scot, as referências ficaram estáveis nas regiões paulistas.
Assim, o boi gordo continua valendo R$270/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 259/@ e R$ 265/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).
O “boi-China”, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está cotado em R$ 275/@ em São Paulo, no prazo, valor bruto, acrescenta a Scot.
Atacado – Os preços dos principais cortes bovinos abriram a semana inalterados no mercado atacadista paulista.
Apesar da baixa liquidez de negócios, a relação entre oferta e demanda parece bem equalizada, observa a S&P Global.
“Embora a demanda pela carne mostre inconsistência, não há relatos de grandes excedentes nos estoques, o que oferece suporte aos preços dos cortes”, justifica a consultoria.
A redução nos abates diários e o firme ritmo dos embarques ao exterior são fatores que colaboram para o quadro de estabilidade, acrescenta.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 23/1
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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