Após a virada do ano, os frigoríficos brasileiros seguem em marcha lenta no mercado de boiada gorda, enquanto os preços da arroba continuam estabilizados na maioria absoluta das praças pecuárias.
“Com a oferta de bovinos terminados ajustada à demanda, os preços do boi gordo no Estado de São Paulo seguem estáveis”, ressalta a Scot Consultoria.
Com isso, o boi gordo paulista continua valendo R$ 280/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 267/@ e R$ 272/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com os dados da Scot.
O “boi-China”, abatido mais jovem, com até 30 meses, está cotado em R$ 285/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo).
De acordo com apuração a IHS Markit, considerando todas as principais praças pecuárias do País, o mercado físico do boi gordo permaneceu com lentidão nesta terça-feira (3/1), movimento típico para o começo de ano.
“A manhã do segundo dia útil de 2023 deu continuidade ao ritmo moroso, mesma toada observada desde a semana que antecedeu o período de Natal”, informa a IHS, acrescentando que tal ritmo deve permanecer até pelo menos o final desta primeira semana de janeiro.
Segundo a consultoria, as indústrias brasileiras permanecem com escalas de abate que registram volumes para operação até 10 de janeiro, em média.
Neste sentido, continua a IHS, os preços da arroba devem permanecer represados até o retorno mais ativo por parte da cadeia de abate.
Neste momento, ressalta a consultoria, há paralisações periódicas (para manutenções) e férias coletivas em muitas unidades espalhadas em todas as regiões do País.
Pelo lado da oferta, os pecuaristas seguem conseguindo segurar a boiada nas fazendas, devido às boas condições das pastagens, favorecidas pelas chuvas generosas dos últimos meses.
Com isso, observa a IHS, muitos produtores devem retornar aos balcões de vendas apenas em momentos mais favoráveis para negócios, limitando, assim, os lotes de animais já disponíveis para abate. “Cabe ressaltar que pecuaristas também estão ausentes do mercado devido ao período de recesso”, esclarece a IHS.
Porém, do ponto de vista do consumo, espera-se um arrefecimento gradual na demanda doméstica pela carne bovina, já que, tradicionalmente, o início do ano é marcado pelo pagamento excessivo de impostos, esvaziando os bolsos dos trabalhadores.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta terça-feira, 3/1
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 269/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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