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Sábado, 13 de Junho 2026
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Queda geral em SP: “Boi-China” recua R$ 5/@, enquanto macho “comum” tem retração de R$ 4/@, informa Scot

No curto prazo, os preços da arroba devem seguir pressionados, em razão do baixo consumo de carne bovina no País, dos altos estoques nas câmaras frias e do avanço na oferta de bovi

Queda geral em SP: “Boi-China” recua R$ 5/@, enquanto macho “comum” tem retração de R$ 4/@, informa Scot
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As cotações do boi e novilha gordos destinados ao mercado interno, além do chamado “boi-China (abatido mais jovem, abaixo dos 30 meses de idade), caíram nesta quinta-feira (12/1), nas praças do interior de São Paulo, refletindo a forte pressão de baixa imposta pelos frigoríficos desde o início de janeiro.

Segundo apuração da Scot Consultoria, o valor do boi gordo “comum” ficou em R$ 270/@ (preço bruto, no prazo) no mercado paulista, com baixa de R$ 4/@ sobre a cotação do dia anterior.

A cotação da novilha gorda também registrou desvalorização diária de R$ 4/@, atingindo R$ 265/@, enquanto o valor da vaca gorda negociada em São Paulo ficou estável, em R$ 261/@ (preços brutos e a prazo), informa a Scot.

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Para o “boi China”, a referência caiu R$ 5/@ no mercado paulista, agora negociado por R$ 275/@ (preço bruto e a prazo).

“Existem negociações acima da referência, mas em pouco volume”, afirmam os analistas da Scot.

De acordo com a consultoria, as indústrias que atendem ao mercado de exportação pagam menos por bovinos mais erados, acima de 30 meses de idade, cujo destino geralmente é o mercado interno.

O deságio deste padrão de animal terminado, informa a Scot, pode chegar a até R$ 30/@, com ofertas em torno de R$ 245/@, informa a Scot.

Segundo apuração da IHS Markit, na manhã desta quinta-feira o mercado físico do boi gordo registrou novas rodadas de baixa nos preços da arroba em algumas importantes praças brasileiras, resultado do baixo escoamento da carne bovina brasileira, dos altos estoques nas câmaras frias e da maior oferta de animais terminados a pasto.

“O mercado apresentou fundamentos de forte desequilíbrio entre oferta e demanda, condicionando preços em níveis mais baixos que os atuais patamares”, ressaltam os analistas da IHS.

A consultoria diz que muitas unidades frigoríficas resolveram estender os períodos de manutenção e de férias coletivas, enquanto os frigoríficos já ativos no mercado reduzem drasticamente o ritmo de compras de boiadas gordas.

“Os estoques nas câmaras frigoríficas seguem elevados, e o consumo de carne bovina não parece ter fôlego suficiente para dar maior ritmo ao escoamento dos cortes bovinos, tanto para o mercado interno quanto para o ambiente externo”, observa a IHS.

No front doméstico, reforça a consultoria, a sazonalidade do período (menor poder aquisitivo da população, devido ao maior distanciamento do pagamento dos salários, no início de cada mês) indica para um arrefecimento no consumo de carne bovina, sobretudo de cortes nobres do traseiro (mais caros).

Por sua vez, continuam os analistas da IHS, no cenário de vendas externas, apesar da primeira semana de janeiro/22 registrar um bom ritmo nos volumes embarcados, verifica-se que, em grande parte, as negociações envolveram contratos remanescentes do ano passado.

O câmbio menos favorável aos exportadores brasileiros também preocupa os agentes envolvidos no mercado pecuário – o dólar registrou recuos significativos em relação ao real nos primeiros dias de 2023, saindo de R$ 5,35 para R$ 5,12, de acordo com dados da IHS Markit.

Além disso, as exportações de carne bovina à China, de longe o maior comprador mundial da proteína brasileira, devem ganhar força somente na última semana de janeiro, após as festividades do Ano Novo chinês.

Neste contexto, a IHS Markit apurou movimento de baixa vertiginosa no Tocantins, estimulado pelo grande descompasso entre a oferta de boiada gorda e o apetite comprador das indústrias do Estado.

Dessa maneira, na praça de Gurupi, a arroba do boi gordo recuou de R$ 261 para R$ 251 nesta quinta-feira. Na região de Araguaína, a arroba do animal terminado caiu de R$ 266 para R$ 246.

Também foi computado ajuste negativo no preçosda arroba do boi paulista – de R$ 283 para R$ 281, segundo a IHS.

“As indústrias do interior de São Paulo ainda não retomaram de maneira mais intensa as suas operações, que foram postergadas para a próxima segunda-feira (16/1)”, informa a IHS.

No mercado atacadista, conforme o esperado pelos agentes do setor, a quinta-feira não mostrou movimentos de procura mais ativa por parte da cadeia de distribuição e do varejo.

“O mercado segue em grande lentidão, com irregularidades na demanda, sobretudo do consumidor final, situação que resulta em reflexos negativos em toda a cadeia de distribuição”, ressalta a IHS.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quinta-feira, 12/1
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 269/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo

Fonte/Créditos: PORTAL DBO

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