Mato Grosso do Sul vai chegar a 5 milhões de hectares plantados em 2025 aliando tecnologia, produtividade e ações em prol do desenvolvimento da agropecuária estadual. A projeção foi feita pelo secretário Jaime Verruck (SEMADESC), no ano passado durante “Perspectivas Internacionais para o Agronegócio” realizado dentro da Ponta Agrotec, feira de agronegócios em Ponta Porã.
De acordo com o secretário, até 2050, segundo projeções da FAO, a população vai chegar a 9 bilhões de pessoas e será necessário elevar a produção de alimentos em 70%. “Esta discussão é tão complexa que a Embrapa junto com o Governo federal mostra a necessidade que o Brasil tem no mundo de ampliar a produção de alimentos”, salientou.
Este caminho de salto na agricultura segundo ele passa pela adoção de tecnologias que garantam maior produtividade. “Mato Grosso do Sul tem buscado este caminho de forma sustentável. Desde 2014 foram mais de 1 milhão de hectares em novas áreas de agricultura no Estado. Em 2025 vamos ter 5 milhões de área agrícola. Não temos nenhuma dúvida da ampliação da produção, dos insumos e equipamentos para atingir esta meta”, acrescentou.
CRESCIMENTO SEM DESMATAMENTO
Dados ( EMBRAPA de 2019) apontam que somente no estado de Mato Grosso do Sul, cerca de 9 milhões de hectares de pastagens estão com algum grau de degradação.
Entender o processo e saber como evitar e reverter o problema é essencial para aumentar a produtividade no campo. Inicialmente, a perda de vigor e produtividade também afeta a qualidade do pasto, provocando infestação de plantas daninhas, pragas e doenças, assim como degradação do solo. Ao longo dos últimos anos produtores rurais do estado, têm adotado a ILP (Integração Lavoura Pecuária) e ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta), como método bem sucedido para recuperação do solo, uso de tecnologia e manejo correto para um cultivo sustentável. Porém, o mais importante é que o meio ambiente ganha com isso. Áreas de soja e milho, por exemplo, avançam sobre terras da pecuária, sem derrubar árvores e em alguns casos plantando imensas áreas de florestas.
PESQUISA E TECNOLOGIA
Verruck relembrou os avanços nas pesquisas e na tecnologia e o papel preponderante destes setores para atingir a meta de produção mundial. “O Brasil é líder em agricultura tropical e Mato Grosso do Sul adota desde 1980, as técnicas mais modernas de produção. Primeiro foi o plantio direto na década de 80, passando pela biotecnologia em 1990, a agricultura de precisão de 2000, em 2010 a agricultura digital e agora entramos na era em 2020, da agricultura 4.0”, enfatizou.
O secretário ainda destacou que Mato Grosso do Sul também é referência em outras tecnologias como sistemas integrados. “Mato Grosso do Sul é líder nacional na Integração Lavoura-Pecuária Florestas, além de produzirmos a carne orgânica, Carbono Zero. Tudo isso nos coloca na vanguarda nacional da agropecuária, preparando o Estado para o próximo passo que é chegar a 2030 como Carbono Neutro”, finalizou.
SÓ NA SOJA SAFRA 22/23 FORAM 4 MILHÕES DE HECTARES
A safra de soja 2022/2023 encerrou com produção histórica acima de 15 milhões de toneladas, um aumento expressivo de 72,65% em relação ao ciclo anterior. Os dados são do projeto Siga-MS, uma parceria entre Sistema Famasul, Aprosoja/MS e Governo do Estado, indicando aumento também na produtividade e área plantada.
De acordo com o levantamento, comparada à safra 2021/2022, a área alcançou a marca de 4 milhões de hectares, crescimento de 7%, e a produtividade média ponderada de 62,44 sacas por hectare, um salto de 61%. No lançamento da safra, em setembro de 2022, a previsão inicial era chegar a 3,7 milhões de hectares plantados, com 12 milhões de toneladas e produtividade média de 53,44 sacas/hectare.
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