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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
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Preocupações com a Argentina sustentam milho com alta em Chicago nesta 4ªfeira

B3 ficou em campo misto, mas com boas oportunidades na exportação

Preocupações com a Argentina sustentam milho com alta em Chicago nesta 4ªfeira
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A quarta-feira (01) chega ao final com os preços futuros do milho operando no campo misto da Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 86,68 e R$ 89,67. 

O vencimento março/23 foi cotado à R$ 89,45 com alta de 0,61%, o maio/23 valeu R$ 89,67 com elevação de 0,38%, o julho/23 foi negociado por R$ 86,85 com queda de 0,17% e o setembro/23 teve valor de R$ 86,68 com baixa de 0,02%. 

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os níveis de exportação nos portos segue na estabilidade entre R$ 89,00 e R$ 92,00 e com o mercado de balcão seguindo firme com R$ 83,00 ou R$ 84,00 no Rio Grande do Sul e de R$ 75,00 a R$ 85,00 em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. 

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“O produtor não está cedendo às pressões e não está querendo vender. Mas o mercado está bom neste momento”, diz. 

Janeiro se encerrou com o Brasil tendo exportado 6.348.030,3 toneladas de milho não moído (exceto milho doce), de acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).  

Sendo assim, o volume acumulado nos 22 dias úteis do mês representou 132,3% mais do que o total de 2.732.473,6 toneladas que foram exportadas durante todo o mês de janeiro de 2022.    

Brandalizze acredita que o Brasil tem potencial para exportar 50 milhões de toneladas de milho em 2023 e superar os Estados Unidos, pela primeira vez na história, como maior exportador de milho no mundo. 

Ele explica que, diante da expectativa de produção de 130 milhões de toneladas na soma de safra e safrinha de milho neste ano, o Brasil poderá se aproveitar do espaço existente no mercado internacional e atender esta demanda que existe após perdas de produção nos Estados Unidos, Ucrânia e Argentina.   

O mês de fevereiro de 2023 já tem um line-up para exportação de mais 2,163 milhões de toneladas de milho, de acordo com dados levantados pela Royal Rural. Somente este volume já seria 200% mais do que as 717,779 mil toneladas registradas em fevereiro de 2022. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve altos e baixos neste primeiro dia do mês. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorização nas praças de Rio do Sul/SC e Oeste da Bahia. Já as valorizações apareceram em Itapetininga/SP e Campinas/SP. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira 

De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “o milho voltou a valorizar no mercado físico com preço médio de R$ 85,50/sc em Campinas/SP diante do movimento da demanda e atenção ao calendário de plantio do milho 2ª safra”. 

Mercado Externo 

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou as atividades desta quarta-feira com os preços internacionais do milho futuro operando no campo positivo. 

O vencimento março/23 foi cotado à US$ 6,81 com alta de 1,25 pontos, o maio/23 valeu US$ 6,79 com elevação de 2,00 pontos, o julho/23 foi negociado por US$ 6,68 com ganho de 2,75 pontos e o setembro/23 teve valor de US$ 6,10 com valorização de 5,25 pontos. 

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira (31), de 0,29% para o março/23, de 0,30% para o maio/23, de 0,45% para o julho/23 e de 0,83% para o setembro/23. 

Segundo informações da Agência Reuters, os preços do milho futuro subiram se recuperando das quedas do início do pregão e contrariando as movimentações negativas registradas para soja e trigo em Chicago neste início de mês. 

O site internacional Farm Futures, apontou que os traders também estão processando novas previsões na Argentina para a próxima semana que mostram uma chance de chuva. “Eles estão avaliando a previsão quente e seca desta semana para potencial estresse térmico e se as chuvas da próxima semana ajudarão a compensar qualquer dano infligido durante a onda de calor desta semana”, destaca a analista Jacqueline Holland. 

Fonte/Créditos: NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

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