Nesta quarta-feira, 18 de janeiro, os preços do boi gordo recuaram na maioria das praças pecuárias do País, favorecendo muitos frigoríficos que vinham, desde o começo do ano, tentando enfraquecer os valores da arroba.
Segundo a IHS Markit, a maior parte das praças pecuárias monitoradas pela consultoria registrou baixas nos preços neste meio da semana, algumas delas de formas mais amenas, mas outras com quedas significativas (veja, ao final deste texto, as cotações atuais do boi gordo e da vaca gorda nas principais regiões brasileiras).
“O viés baixista é justificado, em grande parte, pelo descompasso entre oferta de animais terminados e a demanda atual por parte das indústrias”, afirmam os analistas da IHS.
O consumo doméstico de carne bovina segue contido neste o começo do ano, movimento ocasionado pelo menor poder de compra da população brasileira, em função sobretudo dos compromissos financeiros tradicionais de início de ano (impostos, sobretudo).
Pelo lado das indústrias, as escalas de abate seguem confortáveis, e há operações que já adentram as primeiras semanas de fevereiro, informa a IHS Markit.
Em relação aos frigoríficos que atuam majoritariamente com o mercado externo, as alocações de animais já avançam até o final do próximo mês, quando se espera uma retomada mais pujante das operações de embarques, sobretudo com destino à China, acrescenta a consultoria.
Neste contexto, diz a IHS, muitos compradores, ao formar suas programações de abate, se ausentaram das negociações, indicando que devem retornar ao mercado apenas a partir da terça ou quarta-feira da próxima semana.
Por sua vez, muitos pecuaristas acabaram aceitando os preços impostos por alguns frigoríficos, fomentando o movimento de queda generalizada observada nas praças pecuárias nesta quarta-feira.
Nas praças de São Paulo, segundo apuração da Scot Consultoria, as cotações do boi gordo continuam pressionadas, mas a arroba do macho se manteve estável nesta quarta-feira, em R$ 270/@, no prazo, valor bruto.
Por sua vez, no mesmo mercado paulista, a vaca gorda sofreu desvalorização de R$ 2/@ na comparação diária, recuando para R$ 259/@, enquanto o valor da novilha gorda ficou estável, em R$ 265/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot.
O “boi China”, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está cotado em R$ 275/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), segundo dados da Scot.
No mercado atacadista de São Paulo, os preços da carcaça do boi e da vaca e seus principais cortes permanecem inalterados, em desencontro com a toada observada no início da cadeia de produção, informa a IHS.
Ainda assim, há relatos de estoques com sobreoferta de mercadoria e com dificuldade em escoar.
“Tal fato justifica o fraco interesse comprador das indústrias frigorificas em relação ao mercado físico de boiada gorda”, reforçam os analistas da IHS Markit.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quarta-feira, 18/1
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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