Soja perde força em Chicago enquanto oferta e incerteza dominam o mercado
Os preços da soja em Chicago estenderam as perdas nesta quinta-feira (18), acompanhando o recuo dos derivativos – óleo e farelo – e refletindo um cenário de oferta cada vez mais presente, com demanda enfraquecida. Por volta das 7h20 em Brasília, os contratos mais negociados recuavam entre 3,75 e 4 pontos, com o janeiro cotado a US$ 10,59 por bushel, e o maio a US$ 10,87.
Embora persistam alguns elementos que sustentam os preços nos contratos para prazos mais longos, os fundamentos que pressionam são claros. Entre eles: o avanço acelerado da colheita nos Estados Unidos, estimativas de produtividade pouco alteradas – ainda que haja expectativas de revisão moderada para baixo –, o progresso no plantio brasileiro, além de uma participação chinesa bastante tímida no mercado norte-americano.
No campo macroeconômico, o ambiente também pesa. O mercado já incorpora as expectativas de um corte de juros pelo Federal Reserve — uma flexibilização de 0,25 ponto percentual é tida como provável pelos analistas — bem como o impacto de encontros diplomáticos no horizonte, como a reunião esperada entre Donald Trump e Xi Jinping. Os investidores observam atentamente esses desdobramentos, que podem alterar percepções sobre importações, estoques e logística global.
Em síntese: o mercado da soja está em um momento de transição, com forças contrárias atuando simultaneamente. A oferta crescente nos EUA contrasta com demanda ainda vacilante — em especial da China —, enquanto os fatores externos, como política monetária e relações internacionais, adicionam incertezas que limitam possíveis quedas mais abruptas. Ainda assim, por ora, o equilíbrio pende para o lado da baixa.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso

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