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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
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Pecuaristas que têm lotes de boiadas gordas seguram as vendas, à espera de preços melhores

Enquanto isso, os frigoríficos brasileiros seguem operando com cautela no mercado, mantendo pressão sobre a arroba em pleno período de entressafra

Pecuaristas que têm lotes de boiadas gordas seguram as vendas, à espera de preços melhores
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Pelo segundo dia consecutivo, os preços físicos do boi gordo ficaram estáveis na maioria absoluta das praças brasileiras, conforme levantamento realizado nesta terça-feira (13/9) pelas consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Na visão dos analistas da IHS Markit, pelo menos no curtíssimo prazo, a despeito da pressão de baixa imposta pelos frigoríficos, as cotações do boi gordo tendem a manter a estabilidade, pois muitos pecuaristas já não aceitam fechar negócios pelos patamares sugeridos pelas indústrias.

 

“Cotações em patamares inferiores aos pisos vigentes não oferecem margens mínimas aos produtores”, relata IHS.

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Com isso, continua a consultoria, os pecuaristas optam por segurar nas fazendas os poucos lotes de animais gordos ainda disponíveis (terminados em confinamento), de modo a galgar cotações minimamente remuneradoras.

Segundo a IHS Markit, os custos da engorda em confinamento seguem altos, girando entre R$ 22 e R$ 24 cabeça/dia, o que “contribui para um ambiente ainda mais desafiador para os produtores”.

Pelo lado dos frigoríficos, muitas unidades de abate continuam operando de maneira cadenciada, o que contribui para a morosidade dos negócios envolvendo animais terminados.

A menor agressividade das indústrias reflete sobretudo o ritmo ainda fraco da demanda doméstica pela carne bovina, que segue prejudicada pelo baixo poder aquisitivo da população.

“Com o consumo interno sem fôlego suficiente para absorver toda a produção atual, os frigoríficos operam de maneira contida no mercado, mantendo as suas atenções notadamente ao mercado externo”, ressalta a IHS.

Nas praças do interior de São Paulo, os preços do boi gordo seguem valendo R$ 290/@, enquanto a vaca e a novilha gorda são negociadas, respectivamente, por R$ 270/@ e R$ 282/@ (preços brutos e a prazo), segundo apurou nesta terça-feira a Scot Consultoria.

O boi-China, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está cotado em R$ 300/@ no mercado paulista, valor bruto, no prazo.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta terça-feira, 13/9
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 272/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 272/@ (prazo)
vaca a R$ 255/@ (prazo)

Fonte/Créditos: PORTAL DBO

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