Portal Agronosso

Aguarde, carregando...

Terça-feira, 20 de Janeiro 2026
MENU

Notícias / Agricultura

Milho sobe em Chicago e abre espaço para recuperação de preços no Brasil

Exportações dos EUA surpreendem e sustentam alta; no mercado interno, retenção de oferta e frete elevado redesenham dinâmica de curto prazo

Milho sobe em Chicago e abre espaço para recuperação de preços no Brasil
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Exportações aquecem milho em Chicago e fortalecem cenário de firmeza para o mercado brasileiro

O milho encerrou agosto em campo positivo nas bolsas internacionais. Em Chicago, o contrato de setembro/25 saltou 3,24%, para US$ 3,98 por bushel, enquanto dezembro/25 fechou a US$ 4,20, em alta de 2,50%. A valorização foi sustentada por duas variáveis: exportações norte-americanas acima do esperado e liquidez reduzida no pregão.

Segundo o USDA, as vendas externas dos Estados Unidos somaram 2,089 milhões de toneladas na semana, a terceira maior do ano, puxadas por México e Colômbia. O volume reforçou a percepção de demanda firme, mesmo em um cenário de estoques globais mais ajustados. A baixa liquidez em Chicago — 74 mil contratos, contra 350 mil no dia anterior — aumentou a volatilidade, ampliando a reação dos preços.

Publicidade

Leia Também:

Perspectivas para o mercado interno

No Brasil, os contratos futuros na B3 acompanharam a tendência, mas de forma mais contida. O vencimento setembro/25 fechou a R$ 65,45, enquanto janeiro/26 alcançou R$ 71,90. Analistas destacam que a safrinha já colhida garante uma posição confortável ao produtor, que opta por reter o cereal diante da expectativa de ganhos adicionais.

O câmbio também entra no radar. A valorização recente do dólar frente ao real aumenta a competitividade da exportação brasileira, abrindo espaço para prêmios positivos nos portos a partir de outubro. Contudo, o custo logístico elevado — especialmente no transporte rodoviário até os portos — atua como barreira e restringe negócios fora das regiões centrais.

Estratégia do produtor e projeções

A combinação de estoques retidos, dólar firme e demanda externa aquecida deve sustentar os preços no curto prazo. Consultorias como Agrinvest e Safras avaliam que a janela entre setembro e novembro pode concentrar negociações mais volumosas, caso os prêmios de exportação se consolidem.

No médio prazo, o mercado seguirá monitorando o avanço do plantio da safra 2025/26 no Brasil, bem como o comportamento do clima nos Estados Unidos. Caso as exportações americanas mantenham ritmo acelerado e a demanda chinesa se confirme em parte, Chicago pode sustentar patamares acima de US$ 4,20, o que tende a reforçar a estratégia de retenção no Brasil.

Para os produtores brasileiros, a equação é clara: vender agora garante liquidez, mas segurar parte da safra pode oferecer ganhos adicionais, especialmente se o câmbio continuar favorável. O risco, no entanto, é o de um eventual alívio logístico ou avanço de oferta global reduzir a janela de oportunidade.

Fonte/Créditos: Redação Portal Agronosso

Comentários:
Agronosso

Publicado por:

Agronosso

Portal Agronosso: Desde 2014, informando e conectando o agro de MS e MT com notícias, cotações e podcasts exclusivos. "Se está no Agronosso, você pode confiar!"

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Portal Agronosso
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR