Os mercados de soja enfrentaram um dia negativo antes da divulgação dos novos números de área da safra 2024/25 nos Estados Unidos. Além da expectativa em torno da nova safra, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também atualiza os estoques trimestrais de grãos do país.
Os futuros da oleaginosa registraram quedas significativas, com os principais contratos cedendo entre 8,25 e 10,25 pontos. O contrato de maio foi cotado a US$ 11,99 por bushel, enquanto o contrato de agosto ficou em US$ 12,09. Os preços do óleo de soja encerraram o dia com perdas superiores a 1%, e os preços do farelo também recuaram mais de 0,5%. Essa correção ocorre após o recente aumento nos preços do óleo, que liderou as altas no pregão anterior.
A divulgação iminente dos estoques trimestrais e das intenções de plantio pelos produtores americanos, prevista para esta quinta-feira (28), mantém o mercado em estado de cautela. Além disso, a queda no preço do óleo contribuiu para um cenário mais pessimista, segundo a Agrinvest Commodities.
Outro fator que pressionou os preços da soja foi o clima favorável para a conclusão da safra na Argentina. Apesar de enfrentar uma onda de calor, a produção local de grãos também sofreu com chuvas intensas, granizo e vendavais nos últimos dias.
No Brasil, o mercado de soja também apresentou movimentos tímidos. Com a semana mais curta e a adaptação às oscilações em Chicago, os negócios foram menos expressivos. O dólar teve leve alta, proporcionando algum suporte aos preços da soja brasileira e melhorando os prêmios nos últimos dias. O analista de mercado e diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro, ressaltou que, além da formação dos preços, a comercialização no país é influenciada pela necessidade de caixa dos produtores diante do vencimento de compromissos financeiros.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso

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