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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
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Mercado físico do boi gordo abre a semana com movimento de baixa em várias praças brasileiras

A entrada de ofertas de animais oriundos do segundo giro de confinamento coincidiu com o menor apetite comprador das unidades de abate, reforçando ainda mais a pressão baixista, ob

Mercado físico do boi gordo abre a semana com movimento de baixa em várias praças brasileiras
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A pressão da China para reduzir o preço da carne bovina brasileira e o baixo consumo da proteína no mercado doméstico, associado ao pouco interesse das indústrias frigoríficas pela matéria-prima, continuam forçando para baixo os preços do boi gordo.

Nesta segunda-feira, 31 de outubro, houve quedas nas cotações da arroba em importantes praças do País, segundo apurou a IHS Markit.

“A pressão baixista voltou a assombrar o mercado do boi”, afirma a consultoria.

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Além disso, a entrada de ofertas de animais oriundos do segundo giro de confinamento coincidiu com o menor apetite comprador das unidades de abate, reforçando ainda mais a pressão de baixa, observa a IHS.

Atualmente, as escalas de abate das indústrias frigoríficas brasileiras atendem pouco mais de uma semana, em média, o que permite postergar novas aquisições de boiada gorda, relata a IHS.

“Entre as principais praças pecuárias do País, destaque para pressão baixista instaurada no mercado paulista, importante referencial de preço e maior exportador brasileiro de carne bovina”, informa a IHS.

 

As escalas de abate no Estado de São Paulo chegam a mais de 10 dias entre algumas unidades, diz a consultoria.

Boa parte da programação de abate das indústrias paulistas é composta por lotes que vieram de Estados vizinhos, além de parcerias de contratos de boi a termo.

“Tal condição colaborou para manter muitos frigoríficos paulistas ausentes dos negócios no dia”, relata a IHS, que acrescenta: “Os poucos compradores que estivem ativos durante o dia conseguiram efetivar alguns negócios a valores mais baixos”.

Porém, embora a pressão baixista ainda possa assombrar o mercado físico do boi gordo nesta virada de mês, o setor ainda aposta em repiques de negócios com a chegada de novembro, dizem os analistas da IHS Markit.

“A maior entrada da massa salarial, com o pagamento da primeira parcela do 13º, associada à manutenção de um bom ritmo de embarque ao exterior, devem começar a neutralizar as baixas nos preços no mercado físico do boi gordo e gerar suporte a firmeza”, acredita a IHS.

Pelos dados da Scot Consultoria desta segunda-feira, o boi gordo paulista está cotado em R$ 275/@, a vaca gorda em R$ 260/@ e a novilha gorda em R$ 269/@ (preços brutos e a prazo).

Bovinos destinados à exportação estão cotados em R$ 280/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), acrescenta a Scot.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 31/10
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

Fonte/Créditos: PORTAL DBO

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