Campo Grande-MS (Portal Agronosso) - Os preços futuros do milho encerraram a semana com quedas na Bolsa Brasileira (B3) e na Bolsa de Chicago (CBOT). Na B3, as principais cotações recuaram até 2,85% nesta sexta-feira (26), mas ainda acumularam altas semanais. Na CBOT, os contratos do cereal norte-americano caíram entre 5,00 e 5,75 pontos, registrando desvalorizações semanais.
Na B3, o vencimento março/24 foi cotado à R$ 65,45, o maio/24 valeu R$ 65,38, o julho/24 foi negociado por R$ 65,00 e o setembro/24 teve valor de R$ 64,15. No acumulado semanal, os contratos de milho brasileiro contabilizaram ganhos de 0,08% para o março/24, de 0,43% para o maio/24, de 0,29% para o julho/24 e de 1,31% para o setembro/24, em relação ao fechamento da última sexta-feira (19).
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Na CBOT, o vencimento março/24 foi cotado à US$ 4,46, o maio/24 valeu US$ 4,55, o julho/24 foi negociado por US$ 4,63 e o setembro/24 teve valor de US$ 4,68. Esses índices representaram desvalorizações, em relação ao fechamento da última quinta-feira (25), de 1,11% para o março/24, de 1,30% para o maio/24, de 1,28% para o julho/24 e de 1,06% para o setembro/24. No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram perdas de 1,76% para o março/24, de 1,94% para o maio/24, de 1,91% para o julho/24 e de 1,68% para o setembro/24.
As cotações do milho no Brasil e no exterior foram pressionadas pela oferta elevada e pelo cenário internacional desfavorável. Segundo a consultoria StoneX, as projeções apontam para uma queda de 15 milhões de toneladas na produção brasileira e um aumento de 3 milhões de toneladas no consumo interno, o que são fatores altistas para o mercado nacional.
No entanto, o consultor de gerenciamento de risco da StoneX, Étore Baroni, ressalta que existem fatores internacionais que devem trazer peso para o milho no Brasil e manter as cotações pressionadas. Baroni destaca uma produção grande nos Estados Unidos, que elevou bastante os estoques norte-americanos, e a retomada da produção de milho na Argentina nesta safra após as altas perdas do último ciclo. Na visão do consultor, esses fatores têm peso para compensar as perdas do Brasil, pressionar os preços internacionais e afetar negativamente a paridade de exportação, que é o que vai balizar as cotações internas.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também recuou neste último dia da semana. O levantamento realizado pelo site Notícias Agrícolas não encontrou valorizações, mas percebeu desvalorizações em Sorriso/MT, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Cândido Mota/SP, Campinas/SP e Porto de Santos/SP.
Na análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho apresentou quedas nas cotações ao longo dessa semana. “Aos poucos, os valores vão cedendo, com uma oferta com volumes importantes em muitas regiões e com consumidores retraídos”, afirma a consultoria. Segundo a SAFRAS, os compradores estão na retranca em vários estados, como em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Por outro lado, os produtores seguem fixando milho nessas regiões e retendo soja. Os consumidores ainda apontam para uma posição confortável em seus estoques.
O cenário mostra, como destaca a SAFRAS Consultoria, que os produtores brasileiros tendem a novamente apostar mais na soja, vendendo o milho para liberar armazéns e buscar capitalização e segurando a oleaginosa. O produtor aposta em alguma intempérie na safra americana de soja e assim tende a ofertar mais o milho, trazendo pressão sobre as cotações.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso
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