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Mercado brasileiro do boi gordo abre a semana com pressão de baixa

Nas últimas semanas, os preços da carne bovina recuaram no mercado doméstico, mas, relata IHS Markit, tal movimento não foi suficiente para estimular o consumo na ponta final da ca

Mercado brasileiro do boi gordo abre a semana com pressão de baixa
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Nesta segunda-feira, 16 de janeiro, o mercado brasileiro de boi gordo registrou fraca movimentação nas negociações da arroba, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

“A maior parte das indústrias retornaram as atividades na etapa final da última semana, porém o apetite comprador ainda segue baixo, sobretudo no mercado paulista”, afirmam os analistas, acrescendo que muitas unidades de abate trabalham hoje com escalas ainda confortáveis.

“As indústrias de São Paulo continuam efetivar preços para arroba abaixo das mínimas vigentes”, relata a IHS Markit.

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Segundo apurou consultoria, no mercado paulista, há relatos de ofertas de boiadas gordas em R$ 275 (valor bruto), porém os pecuaristas não cederam e os preços permanecem estabilizados em R$ 281.

No Mato Grosso do Sul, os frigoríficos também seguem manifestando intenção de compras abaixo dos atuais patamares, porém sem firmeza para derrubar os preços de balcão.

“As escalas de abate no MS encontram-se estabelecidas entre 7 e 10 dias, apesar dos volumes diários permanecerem abaixo da capacidade de operação”, informa a IHS.

Na avaliação da consultoria, o fraco apetite comprador das indústrias brasileiras reflete sobretudo a dificuldade em escoar a produção para o mercado interno.

Nas últimas semanas, os preços da carne bovina recuaram no mercado doméstico, mas, diz a IHS, tal movimento não foi suficiente para estimular o consumo na ponta final da cadeia.

Em relação ao mercado internacional, ritmo das exportações permanece positivo, porém o preço pago pela carne bovina brasileira registrou baixas consecutivas ao longo das últimas semanas.

Outro fator que preocupa os frigoríficos exportadores é valorização do real frente ao dólar – o câmbio iniciou o ano em torno de R$ 5,45 e encontra-se próximo a R$ 5,10 –, o que deixou a carne brasileira menos competitiva no mercado internacional.

No mercado atacadista, relata a IHS, depois das quedas recentes, os preços dos cortes bovinos estão estáveis, mesmo diante de instabilidades entre oferta e demanda.

“Há relatos de mercadorias represadas e sobreofertas nos entrepostos e câmaras frigoríficas da cadeia de distribuição”, informa a IHS.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 16/1
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 269/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

Fonte/Créditos: PORTAL DBO

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