Repetindo a tendência dos dias anteriores, o mercado do boi gordo seguiu em ritmo cadenciado nesta terça-feira (21/6), marcado pela estabilidade nos preços da arroba na maioria absoluta das praças brasileiras.
No interior de São Paulo, conforme apuração da Scot Consultoria, as cotações ficaram estáveis para todas as categorias, enquanto o volume de ofertas de boiadas gordas aparentemente diminuiu.
Com isso, o animal macho “comum” (destinado ao mercado doméstico) segue valendo R$ 245/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 210/@ e R$ 230/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).
O “boi-China” paulista (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está em R$ 245/@ (prazo, valor bruto), sem ágio, portanto, diz a Scot, acrescentando, porém, que há registro de negócios em R$ 250/@.
Apesar da demanda interna pela carne bovina não registrar sinais de evolução, a baixa oferta de boiada gorda passou a ser o fator preponderante para o comportamento de estabilidade – com leve viés de alta – da arroba do boi gordo, observa a S&P Global Commodity Insights.
Segundo a consultoria, a maior parcela das indústrias frigoríficas permanece atuando com os estoques vigentes, visando o escoamento da produção existente.
“Tal estratégia segue embasada pelo consumo doméstico ainda enfraquecido”, ressalta a S&P Global.
Na avaliação dos analistas, nas próximas semanas, as cotações do boi gordo podem registrar avanços pelas regiões pecuárias, notadamente nas áreas onde os preços abriram ágios de mais de R$ 50/@ frente ao valor referencial de São Paulo, como nas praças de Rondônia, Maranhão e Tocantins.
No varejo/atacado, o mercado da carne bovina segue com baixa liquidez. “Em plena segunda quinzena do mês, o mercado consumidor vê seu poder de compra reduzir e passa a reconsiderar o consumo de carne vermelha”, observa a Agrifatto, acrescentando que os cortes que mais têm saída atualmente são os mais acessíveis financeiramente, como os do ponta de agulha e do dianteiro.
A carcaça casada do boi segue estável, sendo comercializada na média de R$ 16,50/kg em São Paulo, “mas com tendência de novas baixas nos próximos dias”, prevê a Agrifatto.
Fonte/Créditos: WWW.ACRISSUL.COM.BR

Comentários: