O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou um comunicado oficial no dia 15 de abril aos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, e Rio Grande do Norte, instruindo a antecipação da campanha de vacinação contra a febre aftosa para este mês, com prazo final no dia 30, sem extensões previstas.

Esta decisão, conforme delineado pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, seguiu deliberações com a equipe gestora do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA) e uma análise meticulosa das condições técnicas atuais.
Os responsáveis pelo Mapa acreditam que a antecipação não só acelera as medidas preventivas, mas também é crucial para o avanço sanitário do país, facilitando o processo para que o Brasil alcance o reconhecimento internacional como uma nação livre de febre aftosa sem necessidade de vacinação.
O sucesso da campanha é essencial para cumprir os requisitos estipulados pelo Plano Estratégico, que está em harmonia com as normas do Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O objetivo é que até 2026, o Brasil seja declarado livre da doença sem recorrer à vacinação.
Além dos cinco estados do Nordeste, outras unidades federativas, incluindo Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e parte do Amazonas, também participam desta fase final de vacinação. As vacinas, que devem ser adquiridas apenas em pontos de venda autorizados, necessitam ser mantidas em condições estritas de temperatura, entre 2°C e 8°C, desde a compra até o momento de uso, incluindo durante o transporte e a aplicação, que deve ser realizada preferencialmente nas horas mais frescas do dia para garantir a eficácia.
A conclusão bem-sucedida desta etapa não termina com a vacinação. Os produtores são obrigados a registrar a imunização de seu rebanho junto ao órgão estadual de defesa sanitária animal dentro dos prazos estabelecidos, assegurando a conformidade com o protocolo nacional e contribuindo para a segurança sanitária do setor agropecuário brasileiro
Fonte/Créditos: Portal Agronosso

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