Os preços do boi gordo voltaram a registrar elevações nesta quinta-feira (10/10), repetindo o movimento de alta observado nas últimas semanas em diversas praças pelo Brasil. O cenário reflete a combinação de uma oferta limitada de animais terminados e a expectativa de maior volume de boiadas apenas no início de novembro, quando as boiadas de confinamento devem começar a ser entregues.
Segundo a Scot Consultoria, as praças paulistas lideraram as altas, com incrementos em todas as categorias. O boi gordo no estado subiu expressivos R$ 10/@, sendo negociado a R$ 295/@. Para as fêmeas, a alta foi de R$ 5/@, com a vaca cotada a R$ 265/@ e a novilha a R$ 280/@. Já o “boi-China”, destinado à exportação, também avançou R$ 5/@, ficando equiparado ao valor do boi comum, sem ágio, em R$ 295/@.
A Scot destaca que os frigoríficos que atendem o mercado interno seguem com escalas de abate curtas, limitadas ao necessário para atender à demanda imediata. Esse cenário de menor oferta tem sido o principal fator de sustentação dos preços.
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Perspectivas para o futuro
Na B3, o mercado futuro também acompanhou as movimentações de alta. A consultoria Agrifatto apontou que o contrato com vencimento em outubro de 2024 fechou a quarta-feira (9/10) em R$ 295,15/@, uma elevação de 1,36% frente ao pregão anterior. Esse valor apresenta um leve ágio de 0,29% sobre o preço físico apurado pelo Cepea na praça paulista, cotado a R$ 294,31/@ à vista.
Embora o mercado continue pressionado pela escassez de animais, a expectativa é que a oferta aumente com a chegada das boiadas de confinamento nas próximas semanas, o que pode trazer um certo alívio para o setor e equilibrar a relação de oferta e demanda. No entanto, até que isso ocorra, o cenário de alta nos preços deve permanecer.
Essas versões são pensadas para chamar a atenção do público, especialmente o pecuarista, com títulos diretos e subtítulos que destacam os fatores principais da alta nos preços.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso
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