A quarta-feira (25) chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 86,70 e R$ 89,26.
O vencimento março/23 foi cotado à R$ 89,10 com desvalorização de 0,76%, o maio/23 valeu R$ 89,26 com baixa de 0,32%, o julho/23 foi negociado por R$ 86,95 com queda de 0,03% e o setembro/23 teve valor de R$ 86,70 com perda de 0,23%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro começa a sentir a pressão porque a colheita da safra de verão avança com perdas no Rio Grande do Sul, mas iniciando no Paraná com o tempo abrindo e lavouras em geral com bom desempenho.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também recuou neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou valorização apenas em Palma Sola/SC e São Gabriel do Oeste/MS. Já as desvalorizações apareceram em Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Londrina/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Eldorado/MS e Cândido Mota/SP.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “a queda na demanda do milho, em um momento em que alguns produtores necessitam de espaço em seus armazéns, faz com que o cereal recue para a casa dos R$ 85,00/sc em Campinas/SP”.
O reporte diário da Radar Investimentos acrescenta ainda que, “o mercado físico do milho tem recuos consecutivos. A queda do dólar e a expectativa de uma safra farta de soja devem nortear as cotações”.
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) também encerrou a quarta-feira acumulando movimentações em campo negativo para os preços internacionais do milho futuro.
O vencimento março/23 foi cotado à US$ 6,74 com queda de 2,25 pontos, o maio/23 valeu US$ 6,73 com perda de 2,00 pontos, o julho/23 foi negociado por US$ 6,63 com baixa de 1,50 pontos e o setembro/23 teve valor de US$ 6,04 com desvalorização de 3,50 pontos.
Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última terça-feira (24), de 0,44% para o março/23, de 0,30% para o maio/23, de 0,15% para o julho/23 e de 0,66% para o setembro/23.
Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho começaram o dia firmes, mas os ganhos foram limitados pelas recentes chuvas na Argentina, um importante fornecedor global, onde uma seca no início da estação de cultivo aumentou as perspectivas de graves déficits na colheita.
“Com o clima melhorando na América do Sul, será difícil para esses ralis de recuperação irem muito longe. Parece que a estiagem foi quebrada nas áreas secas e agora o comércio terá que tentar descobrir quanto estrago foi feito e quanto a safra pode se recuperar com a mudança do clima”, disse Tomm Pfitzenmaier, analista da Summit Commodity Brokerage, em nota repercutida pela Reuters.
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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