Nesta sexta-feira (27/1), o volume de negócios no mercado brasileiro do boi gordo não apresentou mudanças, mantendo a morosidade observada durante esta semana, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
“Porém, os primeiros sinais de suporte aos preços da arroba começam a aparecer, embora tal movimento ainda seja tímido”, afirmam os analistas da S&P Global.
Segundo a consultoria, a volta do feriado na China, além do envio dos primeiros carregamentos de carne bovina à Indonésia e o fim recesso no Brasil, devem reservar alguma recuperação dos preços do boi gordo em fevereiro.
Em algumas praças pecuárias, diz a consultoria, a oferta de animais prontos para abate já dá sinais de esgotamento e muitas unidades frigoríficas estão se valendo de boiada negociados a termo para manter suas operações.
“Alguns repiques de negócios, por exemplo, possibilitaram a formação de preços mais firmes em praças de Minas Gerais e São Paulo para lotes que atendem padrão exportação”, afirmam os analistas. Nas praças do Mato Grosso do Sul, diz a S&P Global, também houve unidades oferecendo prêmios para gado que se encaixava no padrão-Europa.
No entanto, o movimento de recuperação da arroba ainda não é pontual, já que que houve novos ajustes negativos em praças da região Norte do Brasil.
“Embora as escalas de abate, em média, atendam entre 4 e 5 dias no Sudeste, no Norte há unidades frigoríficas com mais de 9 dias de programação de abate garantida”, relata a S&P Global.
Além do descompasso entre oferta e demanda, os custos elevados com frete de animais vivos também prejudicam o fluxo de lotes entre os Estados da região Norte, dizem os analistas.
Segundo dados da Scot Consultoria, no mercado interno de São Paulo, as ofertas de compras estão estáveis, refletindo o enfraquecimento da demanda doméstica.
Com isso, o boi gordo paulista destinado ao mercado interno segue cotado em R$ 270/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas por R$ 259/@ e R$ 265/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).
O “boi-China”, animal abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está cotado em R$ 280/@, no prazo, preço bruto.
Atacado – No mercado atacadista, após as baixas no dia anterior, os preços dos principais cortes bovinos se estabilizaram, informa a S&P Global.
Embora o volume de negócios continue moroso, o setor ainda conseguiu registrar alguns repiques de vendas depois dos ajustes de preços, acrescenta a consultoria.
A firme demanda externa também tem auxiliado na equalização dos estoques internos dos cortes bovinos, diz a S&P Global.
Cotações máximas de machos e fêmeas na última sexta-feira, 27/1
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 251/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 238/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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